Intercâmbio educacional Projetos inovadores da rede estadual do Rio de Janeiro serão aplicados em escola de referência no Recife As duas escolas fazem parte do Núcleo Avançado em Educação (Nave), uma parceria do Oi Futuro com as secretarias estaduais de Educação

Por: Anamaria Nascimento

Publicado em: 16/05/2018 09:54 Atualizado em: 16/05/2018 10:13

Nas escolas Nave, alunos são incentivados a desenvolver espírito empreendedor. Foto: Guanabaratejo/Divulgação
Nas escolas Nave, alunos são incentivados a desenvolver espírito empreendedor. Foto: Guanabaratejo/Divulgação
Dois mil quilômetros separam as escolas estaduais Cícero Dias, em Boa Viagem, no Recife, e José Leite Lopes, no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro. As práticas inovadoras das instituições de ensino, porém, aproximam as unidades que se destacam nacionalmente como modelos na educação pública do país. 

Ontem, o secretário de Educação do estado, Frederico Amancio, visitou a escola carioca pela primeira vez. O objetivo foi conhecer os projetos para levar ideias à rede estadual de Pernambuco. Na segunda-feira, será a vez de uma comitiva do colégio do Rio de Janeiro conhecer a Cícero Dias. O objetivo é fortalecer o diálogo entre as instituições e promover a troca de conhecimentos. 

As duas escolas fazem parte do Núcleo Avançado em Educação (Nave), uma parceria do Oi Futuro com as secretarias estaduais de Educação. Além do currículo regular, as unidades oferecem cursos de formação técnica de programação de jogos digitais e multimídia em período integral, com foco na indústria criativa e digital. 

“Apesar de a estrutura física do Nave Rio ser diferente da nossa no Nave Recife, os ambientes e a linha de trabalho apresentam muitas similaridades. Fiquei contente em ver um trabalho tão bonito ser feito aqui”, afirmou o secretário.  Hoje, uma equipe de professores e estudantes da Cícero Dias vão conhecer as dependências e projetos da escola carioca. 

Nas escolas Nave, os alunos são incentivados a desenvolver o espírito empreendedor e a estabelecer as primeiras conexões profissionais, por meio de projetos e eventos de integração com o mercado de inovação. Os estudantes são preparados para profissões nas indústrias de games, programação, multimídia e audiovisual. Há ainda, de acordo com professores, uma preocupação com a formação dos alunos enquanto cidadãos conscientes, cooperativos e transformadores. 

Uma das principais diferenças entre a escola do Recife e a do Rio de Janeiro é o processo de ingresso. Enquanto na capital pernambucana o acesso se dá por meio de um processo seletivo que inclui a realização de uma prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, com vinte questões, sendo dez de língua portuguesa e dez de matemática, no colégio da capital fluminense, as inscrições são realizadas por meio do site do Matrícula Fácil, sistema informatizado para matrículas da Secretaria de Educação do estado. Não é necessário fazer provas para entrar na escola. 

Os critérios de seleção levam em conta a proximidade geográfica e a origem do estudante. Eles precisam ser oriundos de escolas públicas. Elaine de Castro, 17 anos, aluna do terceiro ano do ensino médio do Nave Rio, ressaltou que o principal atrativo da escola são os projetos inovadores desenvolvidos em sala de aula. “Temos aula de biologia usando massa de modelar para aprender DNA, laboratórios com equipamentos de ponta, coletivos formados por estudantes e projetos, onde nos sentimos protagonistas”, disse. O contato com os estudantes do Nave Recife se dá pela internet, por meio de um intercâmbio virtual, através do Skype, realizado nas instituições. 

E-book - Quarenta projetos pedagógicos das escolas Cícero Dias e Leite Lopes foram reunidos em um e-book, lançado na segunda-feira. O livro digital está à disposição na Plataforma Integrada de Recursos Digitais Educacionais do MEC (plataformaintegrada.mec.gov.br). O material também está disponível no site do Oi Futuro (oifuturo.org.br/e-NAVE). Os projetos foram divididos em oito capítulos. Todos são apresentados informando a área do conhecimento, público-alvo, competências trabalhadas, recursos necessários e tempo de aula. 

A repórter viajou a convite da Oi 


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