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Diario urbano Lentidão dos processos adotada pela atual gestão federal quanto às terras indígenas salta aos olhos Negando-se a seguir prazos estabelecidos pela corte para a demarcação das terras e para o envio de relatório sobre o andamento do processo dos Xukuru, União subscreve indiferença à causa que países ditos civilizados resolveram há tempo

Por: Jailson da Paz

Publicado em: 14/03/2018 08:13 Atualizado em:

Tenho dúvida se o governo brasileiro respeitará a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos de finalizar a demarcação de terras do povo Xukuru de Ororubá, em Pesqueira, no Agreste pernambucano. A lentidão dos processos adotada pela atual gestão federal quanto às terras indígenas salta aos olhos. Não somente em Pernambuco, mas em outros estados brasileiros. Seria de bom-tom que o governo levasse a sério a decisão, tomada na última segunda-feira, na Guatemala. Ao acatá-la, o país, cujas críticas internacionais de desrespeito aos direitos humanos se tornaram frequentes nos últimos dois anos, mostraria afinidade a uma corte reconhecida mundialmente. E mostraria sensibilidade à causa de um povo que não exige algo de extraordinário e tão somente o que lhe é devido, seja pelo viés histórico seja pelo social. Negando-se a seguir os prazos estabelecidos pela corte, de 18 meses para a demarcação das terras e 12 meses para o envio de relatório sobre o andamento do processo dos Xukuru, a União estará subscrevendo a indiferença a uma causa que países ditos civilizados resolveram há tempo.
 
Ao mestre 
A restauração do painel Revoluções pernambucanas, em Santo Amaro, seria uma justa homenagem a Corbiniano Lins, artista plástico falecido na semana passada. Em cerâmica, o painel que retrata as revoluções de 1817, 1824 e 1824 está pichado, perdeu peças e, na falta de manutenção sistemática, se tornou um jardim de plantas parasitas.

Melhor prevenir
Faz sentido a placa colocada na Rua Visconde de Jequitinhonha, a metros da Rua Armindo Moura, em Boa Viagem, alertando para a existência de um buraco. Esse já não existe. Foi coberto com uma laje que, sem o desvio do tráfego, teria rachado ou quebrado. Na cabeça dos idealizadores da placa, a demora do conserto está viva e forte.

Campo santo
Outra definição não cairia tão bem ao Cemitério da Várzea, no Recife, quanto campo santo. Mais pelo matagal que se espalha entre e sobre os túmulos, estando muitos encobertos por ramos, do que pela horizontalidade, comum a esse tipo de cemitério. Visitar jazigos, por questão de segurança, somente com sapato fechado. De preferência, botas.

Incentivo à leitura
Subiu para 118 o número de municípios que terão alunos no concurso Ler Bem, de incentivo à leitura, neste ano. Isso representa 18% a mais em relação às inscrições registradas em 2017 pela Associação Pernambucano de Atacadistas e Distribuidores (Aspa). Os alunos, todos do 4º ano do Ensino Fundamental, que vão representar os municípios, serão escolhidos até junho.

Tratamento oncológico
Estão à venda os ingressos para o show beneficente do Hospital de Câncer de Pernambuco, instituição sem fins lucrativos responsável por atender cerca de 40% dos pacientes oncológicos do estado. A apresentação com Fernando Mendes, Pholhas e The Fevers será em 14 de abril, no Classic Hall, que vende os ingressos na bilheteria e pela internet.

Margens do Capibaribe
Neste mês, dedicado à água, a limpeza das margens do Rio Capibaribe deveria ser adotada pelo município e por grupos ligados ao meio ambiente como tarefa educativa. Afinal, a cada limpeza, tendo a prefeitura iniciado ontem no Cais José Estelita, no Cabanga, garis e caçambas recolhem cerca de 20 toneladas de lixo das margens, no Centro do Recife.
 
 


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