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Diario Urbano Desprendimento da fachada da antiga sede do Bandepe mostra degradação que atinge imóveis do Recife

Por: Jailson da Paz

Publicado em: 13/03/2018 07:38 Atualizado em: 13/03/2018 08:36

O reboco do prédio que abriga o Porto Digital desde 2000 caiu no domingo. O quarteirão na Rua Madre de Deus foi interditado.  Foto: Paulo Paiva/DP
O reboco do prédio que abriga o Porto Digital desde 2000 caiu no domingo. O quarteirão na Rua Madre de Deus foi interditado. Foto: Paulo Paiva/DP

Longe de fato isolado, o desprendimento de pedaços da fachada da antiga sede do Bandepe, na Rua Madre de Deus, Bairro do Recife, dá visibilidade ao processo de degradação que atinge imóveis da capital pernambucana. O imóvel em questão é razoavelmente novo, erguido em concreto e vidro. Preocupa pelo risco de acidentes, contudo poderá ter solução mais fácil do que as esperadas, há décadas, para os casarões dos bairros do Recife, de Santo Antônio, de São José, da Boa Vista, da Várzea, de Areias, da Encruzilhada, do Torreão e de Tejipió. Nestes bairros, sobrados se desmancham sem termos a certeza do restaurado. Restam somente as fachadas de alguns. Telhados e paredes internas ruíram. Por trás das ruínas, histórias de falências de empresas, disputas infindáveis por heranças e governos que se revezaram sem definir políticas eficazes para o setor, a exemplo de execução de débitos de tributos. Por sorte, no caso da antiga sede do Bandepe, o extinto Banco do Estado de Pernambuco, a Defesa Civil do Recife tem a quem cobrar diretamente reparos e medidas de segurança, o que nem sempre é fácil em outros endereços da cidade.

Cartas atrasadas
É mais fácil milagres acontecerem do que as correspondências chegarem antes da data de vencimento na Rua Doutor José Marcelino, na Madalena. A situação se repete há meses sem que os Correios, em greve desde ontem, solucione o problema.

Sujeira do beco
Sai e entra ano e caixas de papelão e sacos com restos de alimentos se acumulam, nos fins de tarde e começos de noite, em frente ao Beco da Fome, na Rua do Hospício, Boa Vista. Renovaram neste final de semana e descartaram um fogão.

Dos dois lados
A vida na Rua Capitão Rui Lucena, na Boa Vista, seria razoavelmente tranquila se carros estacionassem apenas de um lado, como previsto, mas a regra diariamente é desrespeitada. A situação se agravou após a construção de dois grandes edifícios.

Socorro a idosos
Socorrer doentes é tarefa complicada para ambulâncias na Rua Capitão Rui Lucena, na Boa Vista. Os veículos de socorro ficam impossibilitados de entrar ou sair em diversas ocasiões. Muitas vezes com idosos, moradores da rua há décadas.

Marcadores de luxo 
De tão preciosas, as vagas de estacionamento na Rua do Aragão, na Boa Vista, estão sendo demarcadas de maneira criativa. Aos sábados, quando o movimento de clientes se intensifica, as lojas substituem os cones de borracha por cadeiras e racks. 

Bastaria a máquina
O ideal, segundo moradores da Rua das Calçadas, no Janga, seria a Prefeitura de Paulista pavimentar o logradouro, conhecido pelo solo de altos e baixos e pelas quebras das suspensões dos carros. No entanto, já ficariam satisfeitos com uma terraplanagem.

Traços rurais
A Rua das Calçadas, no trecho entre a Estrada de Manepá e a Rua Poeta João Neves, no Janga, em Paulista, lembra uma via rural. Galhos de árvore e capim se misturam às crateras. De urbano, os muros das casas e o lixo que se acumula em alguns pontos.

Equipes na praça
Em resposta à coluna, a Prefeitura do Recife informou que equipes acompanham os usuários de drogas que frequentam a Praça do Hipódromo, oferecendo apoio psicossocial e de reeducação. Moradores do bairro, temendo a violência, estão deixando de ir à praça.


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