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Cultura Um Recife à francesa A composição urbana visível na arquitetura revela uma cidade em sintonia com o estilo europeu, a exemplo do Teatro de Santa Isabel

Por: Alice de Souza - Diario de Pernambuco

Por: Anamaria Nascimento

Publicado em: 12/03/2018 07:51 Atualizado em: 12/03/2018 08:05

Iluminador do Teatro Santa Isabel há 36 anos, Luiz Antônio Morais,  58, descobriu um outro universo cultural  e expandiu seus gostos pela dança e a música clássica. Foto: Gabriel Melo/Esp DP (Foto: Gabriel Melo/Esp DP)
Iluminador do Teatro Santa Isabel há 36 anos, Luiz Antônio Morais, 58, descobriu um outro universo cultural e expandiu seus gostos pela dança e a música clássica. Foto: Gabriel Melo/Esp DP


Símbolo imponente da cultura pernambucana às margens do Rio Capibaribe, o Teatro de Santa Isabel tem vontades próprias. Quem avisa é o iluminador Luiz Antônio Morais, 58 anos. É funcionário do teatro há 36 anos. “Foi meu primeiro emprego de carteira assinada. Achei que seria uma aventura de no máximo cinco anos, mas fiquei preso a esse encantamento”, conta. Para passar quase quatro décadas no trabalho, precisou se render às vontades do Santa Isabel. “Às vezes, estou em casa e ligam dizendo para passar aqui e consertar algo, resolver alguma pendência. Não tem dia nem hora, quando o teatro precisa, estamos prontos para ele”, afirma.

Luiz Antônio recorda com nitidez o primeiro dia em que esteve no teatro. Era 1º de junho de 1981, uma segunda-feira. “Estava acontecendo um concerto da Orquestra Sinfônica do Recife pelo programa Música para Todos. Ali, comecei a viver outro universo. Me apaixonei por dança, música clássica. Vi que o mundo era diferente do que eu conhecia e expandi meus gostos. Tudo isso foi me conquistando e me vi preso ao teatro. Hoje, digo que passei mais tempo aqui dentro do que em qualquer outro lugar do mundo, incluindo a minha própria casa”, conta.

O arquiteto e urbanista José Luiz da Mota Menezes explica que o Teatro de Santa Isabel é um exemplar da admiração pela cultura francesa que marcou o Recife do século 19. “As pessoas de melhores recursos financeiros mandavam seus filhos para estudar na França ou em Portugal. Deste modo, não é de estranhar a construção de um teatro à moda francesa. Por causa dessa situação, em termos de influência da Europa, surgiram inúmeros solares e palacetes ao longo do Rio Capibaribe. No Teatro de Santa Isabel, o provincial é representado em peças admiradas por uma sociedade que cultuava Paris”, esclarece.


 


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