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Recife Boi volta a voar 374 anos depois Encenação feita por Maurício de Nassau em 1644 na primeira ponte do Recife, volta à cena nas comemorações do aniversário do Recife

Publicado em: 12/03/2018 07:44 Atualizado em: 12/03/2018 08:05

O espetáculo O Boi Voador foi realizado em seis atos em frente à Associação Comercial e reuniu uma multidão. Foto: Paulo Paiva/DP (Foto: Paulo Paiva/DP)
O espetáculo O Boi Voador foi realizado em seis atos em frente à Associação Comercial e reuniu uma multidão. Foto: Paulo Paiva/DP


Um dos episódios mais pitorescos da história do Recife foi recontado na noite de ontem durante o início das comemorações do aniversário da cidade, que completa 481 anos nesta segunda-feira. Entre as várias atividades esportivas e culturais promovidas ao longo do dia no Bairro do Recife, o espetáculo teatral O Boi Voador encerrou a primeira etapa dos festejos encenando a famosa situação em que o então governador de Pernambuco, Maurício de Nassau, prometeu fazer um boi voar sobre a Ponte do Recife (hoje conhecida como Ponte Maurício Nassau).

O conde cumpriu a promessa, mas não exatamente da maneira que esperavam. Atraindo um grande público que pagou pedágio para ver a proeza, em festa marcada no dia 28 de fevereiro de 1644, Nassau acabou por realizar a façanha não com um animal, mas com um modelo feito de couro empalhado, movido por roldanas presas em cordas. O causo foi dramatizado no domingo em peça dirigida por José Pimentel e Ruy Aguiar, baseada no texto Batalha dos Guararapes, de autoria do primeiro. 

Realizado pela Secretaria de Turismo e Lazer da Prefeitura do Recife, o espetáculo atraiu a atenção de um grande público, que conferiu a peça nos arredores do Marco Zero. Com seis cenas, a apresentação teve momentos de maior interação com o público, nas ruas, e passagens encenadas em um palco instalado na frente da Associação Comercial e na sacada do Espaço Cultural Santander. O encerramento, além da passagem do famigerado animal voador sob as cordas, uma colorida e iluminada escultura de boizinho, teve longa queima de fogos de artifícios.

Também no domingo, foi apresentado o novo letreiro com o nome da cidade, instalado no Marco Zero. Revitalizada, a obra foi grafitada pelos artistas Vacilantes, Manoel Quitério, Raffa Mattos, Maria Filó, Mila Cavalcanti e Raoni, e cada letra homenageia a um ícone da cultura pernambucana. 

A celebração terá continuidade hoje, desde bem cedo. A partir da 6h, orquestras de frevo vão animar cinco cruzamentos da cidade: Av. Rui Barbosa (sinal do colégio São Luis), Av. Caxangá (sinal do Hospital Getúlio Vargas), Av. Norte (sinal do Cemitério dos Ingleses), Av. Boa Viagem (sinal da Padaria Boa Viagem) e Av. Agamenon Magalhães. A ação será oferecida até as 9h.

O tradicional corte do bolo será às 19h, no Boulevard Rio Branco, no Bairro do Recife. A iguaria terá 400 kg e será distribuída em 3,5 mil fatias. Mais cedo, às 17h, o local também recebe o desfile das agremiações campeãs do carnaval do Recife de 2018. 




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