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Crítica Empatando Tua Vista desfila com habeas corpus para garantir direitos de expressão

Publicado em: 10/02/2018 08:42 Atualizado em: 10/02/2018 08:56

Empatando Tua Vista desfila este ano com habeas corpus preventivo para garantir direitos de expressão e manifestação. Foto: Paulo Paiva/ DP
Empatando Tua Vista desfila este ano com habeas corpus preventivo para garantir direitos de expressão e manifestação. Foto: Paulo Paiva/ DP

A Troça Carnavalesca Mista Público Privada Empatando Tua Vista e a troça do Eu Acho é Caro desfilam neste Sábado de Zé Pereira dentro do bloco do Galo da Madrugada, no Centro do Recife. A concentração começou às 6h30 na Praça do Diario, reunindo outras troças, coletivos, movimentos e entidades para o 1º Acerto de Marchas em Defesa do Estado de Direito em defesa da democracia, do direito à livre manifestação e da unidade das forças progressistas no enfrentamento aos retrocessos. Por volta das 7h, os grupos seguiram em direção ao café da manhã, no Forte das Cinco Pontas. 

A Empatando Tua Vista se apresentará com as tradicionais torres de tecido e canos de PVC, enquanto o Eu Acho é Caro desfila com um ônibus lúdico também montado e feito com os mesmos materiais. Este ano, para garantir a saída das troças e os plenos direitos da liberdade de expressão e da livre manifestação, a Troça Empatando Tua Vista, junto com o Centro Popular de Direitos Humanos (CPDH), impetrou um habeas corpus preventivo, a fim de garantir o direito de brincar carnaval e de se expressar livremente. Nos dois últimos anos, a Empatando Tua Vista teve suas fantasias, alegorias e estandartes apreendidos e destruídos pelo DIRCON (2016) e pela PMPE (2016/2017) sob alegação de falta de alvará.

O Salvo Conduto foi concedido pela justiça ontem (08.02) para o desfile do bloco. Na decisão, o juiz defende os integrantes da troça e aqueles que a quiserem acompanhar “da prática de qualquer ato que se configure como atentatório à liberdade de locomoção (...) praticado por agentes do poder público, bem como que fiquem impedidos de apreender as respectivas indumentárias da aludida agremiação”.

A decisão menciona ainda que os integrantes sofreram “restrições em sua liberdade de ir e vir nos carnavais dos dois últimos anos - 2016 e 2017 - por terem feito críticas à verticalização excessiva na cidade do Recife e por terem adotado como indumentária a fantasia carnavalesca caracterizada de prédios”.


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