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Protesto Secretários prometem receber família de Beatriz Angélica esta tarde Mãe da menina assassinada em 2015 iniciou greve de fome esta manhã

Por: Thamires Oliveira

Publicado em: 13/11/2017 13:38 Atualizado em: 13/11/2017 13:43

Mãe da menina assassinada em 2015 iniciou greve de fome esta manhã. Foto: Thamires Oliveira/ Esp/ DP
Mãe da menina assassinada em 2015 iniciou greve de fome esta manhã. Foto: Thamires Oliveira/ Esp/ DP

Familiares e amigos da menina Beatriz Angélica Mota, assassinada aos sete anos de idade com 42 facadas, realizam nesta tarde um protesto em frente ao Palácio do Campo das Princesas. A família cobra justiça e acesso ao inquérito que investiga o crime, ocorrido em dezembro de 2015, em Petrolina, no Sertão Pernambucano. Segundo o governo do estado, a família será recebida por uma comissão formada pelo secretário de Defesa Civil, Antônio de Pádua, o chefe de Polícia Civil, Joselito Kherle e o secretário executivo da Casa Civil, Marcelo Canuto. O horário ainda não foi definido.

Segundo a mãe da criança, Lucinha Mota, a família ainda não obteve reposta da Polícia Civil em relação ao seu pedido de acesso aos autos do inquérito do assassinato da filha, que foi solicitado em agosto deste ano à delegada Gleide Ângelo, responsável pelo caso. "Queremos reivindicar mais transparência nas investigações. É inadmissível a forma como o governo de Pernambuco e a Polícia Civil vem trabalhando no caso. Até o momento não foi nos dado nenhuma resposta, todos os prazos que a doutora Gleide nos deu não foram cumpridos. Hoje eu só saio daqui com essa resposta, seja deferindo ou indeferindo a solicitação", garante Lucinha Mota, que iniciou uma greve de fome por tempo indeterminado.

A família afirma estar decepcionada com o trabalho da polícia, que ainda não chegou à identificação do suspeito nos últimos dois anos de investigação. "Foram feitas 92 perícias e nós não sabemos de nada. O que foi encontrado nessas perícias? Quais as informações que eles tem? Não nos deixam ter acesso ao inquérito porque abrindo algumas informações, nós vamos poder ver a fragilidade do trabalho da polícia e ver onde eles erraram e o que perderam, afirma Sandro Romilton, pai de Beatriz.

Durante a reunião com a comissão do Governo do Estado, a família pretende também tirar dúvidas sobre a perícia realizada nas câmeras de segurança da escola, que foram apagadas. "Eu não vou parar, não vou descansar. Eu quero justiça, quero respostas. Preciso que me esclareçam uma série de dúvidas que eu tenho, principalmente em relação a recuperação das imagens das câmeras", afirma.

Até agora o suspeito pela morte da garota não foi preso. Em março deste ano, a Polícia Civil conseguiu imagens que revelam a face do autor do crime. Para os investigadores, não há dúvidas de que o homem que aparece nas filmagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos ao Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde ela estudava, é o assassino. O Disque-Denúncia oferece R$ 10 mil de recompensa para quem tiver informações sobre a localização do homem.

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