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Operação Torrentes Paulo Câmara cobra provas do superfaturamento apontado pela Polícia Federal Governador disse ainda que todos os servidores públicos envolvidos no esquema investigado serão afastados das funções

Por: Wagner Oliveira - Diario de Pernambuco

Publicado em: 13/11/2017 12:02 Atualizado em: 13/11/2017 19:11

Foto: Hélia Scheppa/Governo do Estado
Foto: Hélia Scheppa/Governo do Estado

Cinco depois da deflagração da Operação Torrentes, que prendeu 15 pessoas envolvidas em desvio de verbas públicas destinadas às vítimas das enchentes da Mata Sul do estado, o governador Paulo Câmara deixou nas entrelinhas que a ação da PF carece de provas consistentes. "É importante olhar o inquérito, olhar as peças acusatórias. Para se falar de superfaturamento tem que mostrar onde está o superfaturamento. Eu quero ver onde é que está o superfaturamento. Se tiver, eu vou ser o primero a punir. As peças que nós vimos não mostra claramente onde está o superfaturamento", declarou o governador.

A entrevista foi concedida na manhã desta segunda-feira durante a aula inaugural de 300 alunos do Curso de Formação e Habilitação de Praças Bombeiros Militar. Paulo Câmara disse ainda que não vai admitir erros nos contratos dos serviços que foram realizados durante as operações Reconstrução e Prontidão, ocorridas nos anos de 2010 e 2017 para minimizar o sofrimento das vítimas das enchentes. "Já mandei olhar todos os contratos. Não vou admitir erro em nenhum deles. Agora, eu tenho clareza de que para acusar é precisa ter provas, precisa estar no inquérito, precisa estar na denúncia. E isso não foi visto ainda", completou o socialista.

Sobre o envolvimento de servidores estaduais entre eles policiais militares de altas patentes, Câmara adiantou que todos serão afastados das funções até que a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) conclua as investigações. "Designações serão feitas no dia hoje para suprir servidores que não possam estar trabalhando. Suspeição precisa ser investigada e suspeição precisa que as pessoas tenham a consciência de que elas vão ter que ficar fora das tarefas que tenham relação com as investigações", destacou o governador, completando que não estaria preocupado com o impacto dessa operação nas eleições do próximo ano. "Não estou preocupado com isso (eleições). Estou preocupado em esclarecer tudo. E isso vai ser esclarecido."

Apesar de determinar o afastamento dos militares citados pela PF, Paulo Câmara disse que ainda é cedo para fazer qualquer tipo de julgamento. "Tenho todo interesse em esclarecer tudo. O governo do estado trabalha com transparência e se dedica a melhorar a vida do povo de pernambucano. As operações feitas mas cheias de 2010 e 2017 buscaram salvar as vidas das pessoas e reconstruir cidades. Não resolvemos 100% das questões, mas resolvemos muita coisa. Questões como essas que estão sendo ditas e citadas atualmente são muito pequenas em relação a tudo que já foi feito e que ainda vai ser feito", disse Câmara. A Polícia Federal disse, através da assessoria de imprensa, que não iria comentar as declarações do governador Paulo Câmara.



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