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Diario Urbano CPIs e grupos de estudo não levaram a medidas que eliminassem os riscos de desabamento dos prédios-caixão

Por: Jailson da Paz

Publicado em: 13/09/2017 07:46 Atualizado em: 13/09/2017 08:51

Oito das 12 famílias desocuparam o Edifício Ana Flávia, em Olinda. Foto: Google Street View/ Reprodução
Oito das 12 famílias desocuparam o Edifício Ana Flávia, em Olinda. Foto: Google Street View/ Reprodução

Os registros de estalos e rachaduras em prédios na Região Metropolitana, independentemente da gravidade dos sinistros, são birutas que os órgãos públicos jamais devem tirar os olhos. Desviar a atenção, por mais rápido que seja, ou demorar a agir pode ser fatal. Daí ser compreensível a atitude de oito das 12 famílias em desocupar ontem o Edifício Ana Flávia, em Olinda. Conta em horas assim o peso dos relatos ouvidos e, sobretudo, o testemunho de tragédias como as dos edifícios Éricka e Enseada de Serrambi. Esses ficavam no mesmo bairro do Ana Flávia, o de Jardim Fragoso, tendo seus desabamentos provocado uma dezena de mortes. Era 1999. Embora pareça tempo distante, a data das tragédias se fixou na memória coletiva, reforçada com a sucessão de desabamentos e riscos de quedas de prédios-caixão em Olinda, Recife e Jaboatão dos Guararapes. E o temor da repetição de uma tragédia não virá em passe de mágica. Não por fragilidade da vistoria recente da Defesa Civil, mas porque a história comprova que, nem as comissões parlamentares de inquérito nem os grupos de estudo criados no passado, levaram a medidas que eliminassem os riscos de desabamento. Especialmente, dos prédios-caixão de Olinda.

 

Coreto do povo
Vivo fosse, Castro Alves seria tentado a fazer um ajuste no verso “A praça, a praça é do povo” se parasse na Praça do Carmo, em Olinda. Ali, “O coreto, o coreto é do povo”. Dos moradores de rua, precisamente. Dormem e comem no coreto por falta de emprego e teto.

Oportunidade perdida
É consenso entre os cicloativistas que o Recife perdeu uma oportunidade de ouro ao não  inaugurar a ciclofaixa da Avenida Mário Melo e da Rua dos Palmares, em Santo Amaro, na semana passada. A oportunidade foi a Bicicultura 2017, que reuniu gente de todo o país.

Esperando a inauguração
Mas a esperança na inauguração da ciclofaixa da Avenida Mário Melo e Rua dos Palmares, ainda neste mês, continua de pé. Em tom de verde mais fraco, é verdade, pois organizadores do Bicicultura 2017 ouviram, semanas atrás, que estaria pronta antes do evento.

Cálculo por viagem
Ao comparar as taxas de locação de bicicletas da BikePE, um ciclista desistiu de pensar. Pudera. Ao buscar a fidelização, o sistema pesa sobre os usuários esporádicos. Esses pagam R$ 8,00 por dia, enquanto a diária, ao se optar pela taxa anual, é de R$ 0,44.

Nas margens do rio
Causou estranheza ontem a interdição, por uns 15 minutos, da Rua da Aurora, na Boa Vista. Condutores imaginaram ser para erradicação da árvore da Ponte Princesa Isabel. Foi para autoridades da segurança pública darem entrevistas à imprensa.

Ajuda às idosas
A lista de material que se pode doar para as 30 idosas da Casa dos Humildes, em Casa Forte, inclui produtos de higiene pessoal, fraldas, roupas íntimas e sandálias. Informações pelos telefones 99480-0966, de Camila Santos, e 98934-4554, de Rosa Miranda.

Pacientes do hospital
Nos três campi da Estácio de Sá no Recife, os da Avenida Abdias de Carvalho, Boa Viagem e San Martin, alunos, professores e funcionários arrecadam fraldas pediátricas e geriátricas para pacientes do Hospital Universitário Oswaldo Cruz. A campanha termina amanhã.



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