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Violência Médico chama Uber e, no lugar do motorista, aparecem dois assaltantes Tiago Acioli esperava um carro solicitado pelo aplicativo, no Recife, quando foi chamado pelo nome e abordado por dois homem em uma moto

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 12/08/2017 12:55 Atualizado em: 12/08/2017 15:06

Segundo Tiago, o GPS chegou no local que ele aguardava no mesmo momento em que os assaltantes chegaram e o chamaram pelo nome. Foto: divulgação/facebool
Segundo Tiago, o GPS chegou no local que ele aguardava no mesmo momento em que os assaltantes chegaram e o chamaram pelo nome. Foto: divulgação/facebool
Por volta das 20h da noite da sexta-feira (11), o médico Tiago Acioli solicitou um carro pelo aplicativo Uber na Zona Norte do Recife para voltar para casa. Ao esperar o motorista Luiz, que conduziria em um Ford Fiesta, Tiago foi abordado por dois homens que chegaram em uma moto, um deles apontou uma pistola e o chamou pelo nome ao pedir o celular. Após conseguirem o aparelho, os dois assaltantes deixaram o local. "O mais absurdo foi que eu segui o pontinho azul do GPS e a moto chegou quando o ponto chegou perto de mim, na rua Gonçalves Maia, perto do Consulado Americano. Não existe controle da empresa no cadastramento dos motoristas. Além disso, estamos vivendo uma situação de guerra no Recife. Toda semana algum conhecido meu sofre algum tipo de assalto", contou o médico ao Diario neste sábado, após registrar um boletim de ocorrência.

Na sexta-feira, o médico relatou sua indignação em seu perfil do Facebook. Na publicação ele afirma que não pretende mais utilizar o serviço de Uber no Brasil. Várias pessoas mostraram solidariedade na rede social ao lamentarem o caso e confessarem que têm o mesmo receio. Alguns até afirmaram que não usarão mais o aplicativo.

Segundo Tiago Acioli, ao entrar em contato com a empresa para comunicar o ocorrido, a resposta lamentava a experiência e indicava o registro e acompanhamento de um Boletim de Ocorrência. Ainda declarava que a segurança pública é algo que está fora do controle da empresa. O diretor de comunicação do SIMTRAPLI-PE (Sindicato dos Motoristas de Transporte privado individual de passageiros por Aplicativos do estado de Pernambuco), Thiago Silva, diz que não tomou conhecimento do caso, mas que o motorista solicitado na ocasião não pode ser culpado. "O problema da violência é geral e todos os profissionais estão sendo vítimas, motoristas, usuários e taxistas. O governo tem sido inoperante na questão da segurança nas ruas", lamenta Thiago.

Também apareceram críticas nos comentários da publicação de Tiago Acioli de quem interpretou o texto como generalização dos motoristas do serviço. Algumas pessoas se identificaram como motoristas da Uber e lamentaram o assalto, mas pediram atenção para a forma como foi retratado o caso. A postagem na rede social teve mais de cem compartilhamentos.
 
Por Emília Prado
Especial para o Diario


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