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Data histórica Faculdade de Direito do Recife comemora 190 anos como referência nacional no ensino jurídico

Publicado em: 11/08/2017 08:15 Atualizado em:

Em 11 de agosto de 1827, o imperador dom Pedro I assinou um decreto que mudaria o caminho da história jurídica do país. A partir daquela data, nenhum brasileiro precisaria mais atravessar o Atlântico em busca da formação. Eram criados dois cursos de ciências jurídicas em solo verde-amarelo: um em São Paulo e o outro em Olinda. Nascia a Faculdade de Direito do Recife, que completa hoje 190 anos com o desafio de se perpetuar como centro formador de juristas e ideias.
As celebrações começaram em 11 de agosto de 2016 e têm culminância nesta semana. Entre os eventos de destaque foi realizada a jornada de estudos em torno da obra do jurista João Maurício Adeodato. Como parte da programação, o pesquisador lançou o livro O problema da legitimidade: no rastro do pensamento de Hannah Arendt. Hoje, será lançado o livro Corredores da Casa de Tobias- cursos jurídicos no Brasil - 190 anos, de Elias Roma Filho. Haverá sessão solene com o reitor Anísio Brasileiro, abertura de exposição sobre a história da casa, no hall de entrada da sede até o dia 31; aposição de placa no Mosteiro de São Bento e homenagens aos professores titulares da faculdade, à professora com destacado papel Margarida Cantarelli e à ex-diretora Luciana Grassano Gouvêa.
Integrada à Universidade Federal de Pernambuco desde 1946, a FDR foi a casa da formação de personalidades como o poeta Castro Alves, o diplomata e jurista Rui Barbosa, o escritor e abolicionista Joaquim Nabuco, o ex-governador Agamenon Magalhães e o escritor Ariano Suassuna. No último exame da Ordem dos Advogados do Brasil, firmou-se como instituição de melhores resultados nacionalmente. A FDR é hoje duas vezes e meia o que era no passado, com 1,2 mil alunos. Por ano, são formados 250.
Metade das vagas é para o sistema de cotas. “Há 40 anos, o corpo de alunos não era formado por tantos egressos de escolas públicas. Estamos ajudando a desmistificar o discurso de que há queda no nível com a entrada desses alunos”, explicou o diretor da faculdade, desembargador federal Francisco Queiroz Bezerra Cavalcanti. “Um dos nossos desafios é melhorar a qualidade no sentido de modernização. Antes, professores se destacavam porque tinham material que outros não tinham. Hoje, você acessa bibliotecas nacionais e estrangeiras. Esse acesso fará com que as pessoas tenham que ser treinadas a trabalhar a informação e não mais para obtê-la”, acrescentou.
Outro desafio é manter o prédio no Centro do Recife, conhecido como “casa” do jurista representante do movimento filosófico Escola do Recife. Uma restauração foi iniciada em 2004. Das cinco etapas, foram concluídas duas e meia. Para o prédio ficar em plenas condições, são necessários R$ 13 milhões. Há R$ 2,5 milhões garantidos para obras emergenciais.

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