• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
Estatísticas segurança Ocorrências contra o patrimônio, roubos de veículos, violência doméstica e estupros caem em junho, diz SDS Em contrapartida, bancada da Oposição diz que Pernambuco teve o primeiro semestre mais violento em dez anos

Publicado em: 17/07/2017 08:00 Atualizado em:

O mês de junho comprova tendência de queda dos números da violência em Pernambuco. No período, o Estado registrou um total de 380 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), 77 casos a menos que o mês anterior, que havia somado 457 ocorrências. As estatísticas da segurança pública pernambucana estão disponíveis no portal da SDS.

“Junho foi o mês que apresentou o menor número de homicídios em 2017 no Estado. Essa queda representa uma redução de mais de 14% nas ocorrências diárias de mortes em Pernambuco. Dos 380 casos notificados, mais de 55% são motivados por tráfico de drogas ou entorpecentes, acerto de contas e outras atividades criminais”, disse o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua.

Os Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs), incluindo roubos a veículos, também atingiram o menor registro do ano. No total, foram 9.624 registros no mês de junho, uma queda de mais de 11% em relação a maio, que registrou um total de 10.912 ocorrências. Em relação à média diária, essa redução foi de mais de 8%, já que em junho verificou-se uma média de 320 casos registrados por dia, contra 352 do mês de maio.

No recorte referente aos roubos de veículos, a queda se manteve. Foram 1.727 ocorrências no mês de maio, contra 1.614 no mês de junho, uma redução de mais de 6%. Essa redução reflete-se ainda nos indicadores de violência doméstica e estupros, que tiveram queda de 11,8% e 18,2%, respectivamente. No último mês, foram contabilizados 2.337 casos de violência doméstica e familiar, contra 2.649 no mês de maio (312 ocorrências a menos). Já em relação aos estupros, as queixas caíram de 170, em maio, para 139 em junho, ou seja, 31 casos a menos.

Estabilização – O mês de junho registrou uma estabilização em alguns tipos de ocorrências, como roubos a ônibus, agências bancárias, arrombamento de caixas eletrônicos e assaltos a carros fortes. “Após um período de sucessivas quedas, é comum que algumas ocorrências passem por um momento de estabilidade. O trabalho da segurança pública no Estado continua sendo reforçado. E esse esforço tem se refletido diretamente no resultado das ações policiais. Só em junho, foram 1.970 pessoas autuadas em flagrante delito em Pernambuco, o que mostra que estamos presentes na rua, trabalhando para garantir a segurança do pernambucano”, ressalta Pádua.

Umas das prioridades da secretaria, o combate aos roubos a ônibus, apresenta uma redução de 46%, no período de janeiro a junho. A partir do trabalho integrado realizado pela Operação Transporte Seguro da PMPE e pela força tarefa da Polícia Civil, 89 suspeitos foram presos ou apreendidos em 2017.

“Temos reforçado as abordagens com pontos de bloqueios em horários de pico e nos principais corredores da capital e região metropolitana. Com o empenho das forças policiais vamos continuar atuando para inibir este tipo de ocorrência”, reforça o secretário. Junho também foi o primeiro mês de 2017 a não registrar um assalto a carro forte. No mês de maio, apenas um caso havia sido registrado.

Produtividade
– Ainda no mês de junho, os efetivos das Polícias Militar e Civil apreenderam 233 armas, cumpriram 432 mandados de prisão, apreenderam 453 menores de idade por ato infracional e registraram um total de 392 ocorrências por tráfico de drogas. “Os números que estamos atingindo mês a mês mostram o empenho do Governo do Estado e das forças de segurança para proporcionar tranquilidade aos pernambucanos. Com muita dedicação e trabalho a sensação de segurança será restabelecida”, concluiu Pádua.

Violência - Pernambuco teve o primeiro semestre mais violento dos últimos dez anos. Segundo os dados divulgados pela Secretaria de Defesa Social, entre janeiro e junho de 2017 foram registrados 2.875 homicídios no Estado, o que representou um crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado. É o pior resultado desde 2007, quando o acompanhamento começou a ser divulgado, no início do Pacto pela Vida. Naquele ano, nos primeiros seis meses, foram cometidos 2.424 assassinatos, 451 a menos que no primeiro semestre deste ano. Na comparação com 2016, o mês de junho deste ano apresentou um aumento de 14,5% no número de homicídios, com o registro de 380 casos, ante os 332 do mesmo mês do ano passado.

Além dos assassinatos, foram registrados neste primeiro semestre 62.761 crimes violentos contra o patrimônio (incluindo roubo de veículos), 15.833 casos de violência contra a mulher e 997 casos de estupros. “O governador Paulo Câmara já trocou o secretário de Defesa Social duas vezes, trocou também o comando da Polícia Militar, a chefia da Polícia Civil, titulares de delegacias e comandantes de batalhões, mas infelizmente os números continuam elevados e impondo à população o maior de todos os impostos, que é o imposto do medo”, avaliou o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

O parlamentar lembra que, desde 2015, a Oposição vem chamando a atenção para o crescimento da violência em Pernambuco e que já chegou a procurar a OAB, Tribunal de Justiça, Ministério Público e o próprio Governo do Estado para discutir o resgate do Pacto pela Vida. “Infelizmente, do Governo, tivemos apenas o silêncio como resposta. Acreditamos que a questão da segurança precisa passar por um amplo debate com toda a sociedade, incluindo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além das entidades da sociedade civil, para que seja possível reverter esse quadro. Mas o governo não parece disposto a encampar esse diálogo”, acrescentou.

“Nos mantemos à disposição do governador Paulo Câmara para ajudar a construir uma saída para o atual quadro de violência e contribuir com a redução dos índices de criminalidade em Pernambuco. A atual conjuntura exige a união de todos, independentemente de coloração partidária ou classe social”, defendeu.



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.