• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
Zona Sul Polícia tenta localizar vândalos que arremessaram bolas de gude em vidraças Físico diz que a velocidade do objeto pode alcançar 20 metros por segundo e, se atingir o rosto da vítima, pode cegar

Publicado em: 19/06/2017 15:20 Atualizado em: 19/06/2017 15:46

Policiais do 19º batalhão estão em alerta para tentar localizar e prender os acusados de arremessar bolas de gudes em vidraças de condomínios e estabelecimentos comerciais na Zona Sul do Recife. Há duas semanas, um carro de cor escura, de placas não anotadas, vem jogando bolas de gudes, promovendo o ato de vandalismo na orla de Boa Viagem e em ruas de bairros vizinhos.

Na noite do último domingo, uma vidraça do Hotel Jangadeiro e da portaria do condomínio do Edifício Veronese foram quebradas com bolas de gude, jogadas de dentro do veículo em movimento. Na mesma noite, a pizzaria Benvida, localizada na Avenida Domingos Ferreira, também teve vidros das janelas estrilhaçadas.

Ontem, o professor de física Jomar Matos, do Ensino Médio do Colégio Damas, explicou que as bolas de gudes devem estar sendo arremessadas com a ajuda de um estilingue. “Quando maior a massa da bola e a velocidade, maior será o dano causado. Num caso, como este, é possível que a bola tenha atingido a velocidade de 20 metros por segundo. O que daria para cegar uma pessoa, caso batesse em seu rosto”, comentou.

Equipes do 19º BPM fez rondas, mas não conseguiu localizar os autores do crime. A orientação dos policiais militares é que ao observar qualquer atitude suspeita comunicar imediatamente ao 190 da Secretaria de Defesa Social.

A delegada de Boa Viagem, Beatriz Leite, esclareceu que os envolvidos com esse tipo de ato poderão responder a inquérito policial, caso as bolas de gudes provoquem uma lesão grave na vítima. “É crime previsto em lei, e pode dar de oito a 12 anos de prisão”, avisou.

Se o dano for apenas material, o acusado responderá pelo crime contra o patrimônio. “Neste caso, abrimos um Termo Circunstanciado de Ocorrência por se tratar de menor potencial ofensivo, no entanto, a pessoa terá que se responsabilizar pelo conserto do bem atingido”, resumiu.
 

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.