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Dia do Meio Ambiente Consciência ambiental encontra, na infância, base necessária para construção do futuro Lições de sustentabilidade encontram no ensino infantil base fértil para cultivar nova postura de preservação do meio ambiente

Por: Estúdio DP | Conteúdo Patrocinado

Por: Rostand Tiago

Publicado em: 05/06/2017 12:27 Atualizado em: 05/06/2017 15:29

O pequeno Pedro Henrique quer que o próximo aniversário seja "verde", tendo Natureza como tema. Foto: Rafael Martins/DP (Rafael Martins/DP)
O pequeno Pedro Henrique quer que o próximo aniversário seja "verde", tendo Natureza como tema. Foto: Rafael Martins/DP
 
Ter uma casa exige uma série de cuidados para que se possa viver nela. Mantê-la limpa, protegida e confortável é essencial para que se possa levar uma vida considerada boa. O mesmo vale para o lar de mais de 7 bilhões de pessoas, que hoje depende de consciência e luta de seus moradores para se manter habitável. Foi para proteger essa enorme “residência” chamada Terra que a ONU instituiu o dia 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente, para marcar a realização da Conferência de Estocolmo, que estabeleceu princípios globais de política ambiental, em 1972. Em Pernambuco, a preocupação com a agenda ecológica deve fazer parte do cotidiano desde os primeiros anos de vida, já que o estado possui regiões entre as mais vulneráveis às consequências do aquecimento global no planeta.
 
 
Enquanto no Sertão do estado há uma ampliação dos intervalos dos períodos chuvosos, acelerando um possível processo de desertificação, regiões da Zona da Mata e Agreste sofrem com enchentes recorrentes dos rios, por conta das intervenções humanas. Isso sem contar com a capital, Recife, que, localizada ao nível do mar, é uma das cidades que mais sofreriam impacto do derretimento de geleiras e a posterior elevação dos níveis dos oceanos. Por isso, motivos não faltam para apostar na educação ambiental. Segundo o secretário de meio ambiente de Pernambuco, Sérgio Xavier, esse é um trabalho melhor consolidado quando há envolvimento de crianças em atividades práticas. “Não adianta só dizer que o meio ambiente é importante, tem que levar a criança a entrar em contato com a vida real e executar experiências práticas, como hortas e trilhas”, diz.
 

Atividades ambientais e a política de funcionamento sustentável são alguns dos pontos que fizeram o Colégio Fazer Crescer, no Rosarinho, Zona Norte do Recife, ficar conhecido na Região Metropolitana. Além do conteúdo programático, o diferencial se dá por parcerias com instituições públicas e privadas para trabalhar pontos da agenda verde do centro de ensino. A coleta seletiva é realizada há 12 anos, encaminhando a cooperativas os resíduos produzidos na instituição e na vizinhança, envolvendo até alunos e pais. 

 
O colégio ganhou ainda nova unidade, conhecida como “Ecoprédio”, em agosto de 2016. Nele, as águas de chuva e de pias e chuveiros são conduzidas à estação de tratamento e reaproveitadas para limpeza de pátios e áreas de jardim. Também há uma horta orgânica, cultivada pelos alunos mais novos. “A aprendizagem verde que começa mais cedo permite uma internalização mais fácil dos valores”, aponta Denise Paranhos, coordenadora dos projetos de sustentabilidade.
 
A lógica sustentável encontra respaldo nos números. Segundo o AquaPOLI, grupo de recursos hídricos da Universidade de Pernambuco, com o reaproveitamento da água, há uma redução de 45% no índice de consumo no Ecoprédio. A estrutura com painéis solares da ATP Solar já responde por 50% do consumo energético. Os custos com copos descartáveis, cujo uso chegava a 80 mil por mês, deram espaço a garrafas pessoais e copos de papel. Contribuições que acham motivos de sobra para colocar ordem (e formas de proteção) na tal casa dos 7 bilhões, cada um fazendo uma parte.
 
Consciência sem idade e limites
Isabel e Amanda dizem ter modificado comportamentos em casa por conta de ensino recebido na escola e que querem levar a filosofia sustentável para suas futuras profissões. Foto: Rafael Martins/DP (Rafael Martins/DP)
Isabel e Amanda dizem ter modificado comportamentos em casa por conta de ensino recebido na escola e que querem levar a filosofia sustentável para suas futuras profissões. Foto: Rafael Martins/DP
 
O impacto de uma política de ensino voltada à sustentabilidade pode ser verificado desde cedo. “Eu amo o verde! Gosto das plantas porque elas ajudam na respiração dos humanos”, diz o pequeno Pedro Henrique Barreto, de 6 anos, que diz, inclusive, que a próxima festa de aniversário dele tem que ter o tema “Natureza”.
 
O desenvolvimento dessa consciência verde também é observada nos mais velhos. É o caso de Isabel Monteiro e Amanda Manzano, de 14 e 13 anos respectivamente. Isabel afirma ter criado, através das lições ambientais, uma consciência menos individualista. “A gente aprende que não só a gente é importante por meio desse aprendizado. Escuto muito as pessoas dizendo que tem que jogar lixo na rua para o gari trabalhar, acho um absurdo”, aponta. 
 
Já Amanda destaca como levou os ensinamentos para casa e para a vida. “Eu gastava muita água, hoje me controlo mais e até fiscalizo meu irmão quando ele demora muito no banho”, diz a aluna, que pretende cursar arquitetura no futuro e garante ter planos de aplicar as lições sustentáveis na vida profissional. “Qualquer profissão tem que ter um pensamento voltado para o lado ambiental”, conclui. 


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