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Suicídio Corpo de menina supostamente envolvida com 'jogo da baleia azul' é encontrado em Petrolina Ana Vitória Sena de Oliveira estava desaparecida desde a segunda-feira

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 20/04/2017 22:42 Atualizado em: 20/04/2017 23:09

O corpo de uma adolescente de 15 anos foi encontrado por pescadores na tarde desta quinta-feira, no rio São Francisco, em Petrolina, no Sertão do estado. Ana Vitória Sena de Oliveira estava desaparecida desde a segunda-feira e, de acordo com informações da Polícia Militar, morava na cidade vizinha de Juazeiro, na Bahia. A família suspeita que o suicídio da menina, que apresentava ainda cortes nos braços e na região dos pulsos, tenha relação com o "jogo da Baleia Azul”. 

Ana Vitória também deixou uma carta de despedidida aos familiares. Em entrevista ao portal G1, a irmã da vítima confirmou ainda ter encontrado mensagens a respeito do jogo no celular da menina.

A maioria das vítimas do Desafio da Baleia Azul são crianças e adolescentes entre 10 e 16 anos. Os chamados curadores exigem às vítimas que cumpram 50 comandos e enviem vídeos ou fotos como prova que concluíram cada etapa diária do jogo. Na última fase, os participantes têm que se matar. O desafio que estimula o suicídio é um aplicativo que se alastrou, em 2015, na rede social russa VKontakte e hoje acredita-se que está presente em grupos secretos nas redes sociais.

ATENÇÃO REDOBRADA
A Polícia Civil recomenda que os pais observem atentamente os filhos para descobrir se eles entraram na trama macabra da Baleia Azul. Quando ingressam no jogo, os adolescentes tendem a ter mudanças de comportamentos, ficam mais reclusos, introspectivos, passam muitas horas trancados sozinhos, querem sair de madrugada ou em horários fora do usual, passam a madrugada acordados vendo televisão, começam a utilizar roupas de manga comprida para esconder as mutilações.

"Nós pedimos que os pais fiquem atentos e procurem a polícia. Estamos fazendo exames nas pessoas lesionadas e fazendo a ouvida qualificada das crianças. Vamos solicitar apoio do serviço de inteligência para identificar os curadores. As ameaças não vão se concretizar, esses covades estão aliciando os meninos, que são vulneráveis, mas não vão sair do anonimato, da zona de conforto, para ir atrás de ninguém. Mas precisamos identificá-los e salvar também os outros participantes. O problema é sério, é grave, e os pais precisam ficar atentos", concluiu o delegado Darlson Macedo, gestor da DPCA.



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