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Motim Dez envolvidos em morte de adolescente na Funase foram identificados Jovem com 17 anos foi decapitado na noite de ontem durante briga de facções no Case de Abreu e Lima

Publicado em: 20/03/2017 19:02 Atualizado em:

Através de imagens captadas pelas câmeras do circuito interno, foi possível identificar os dez envolvidos na morte do adolescente de 17 anos morto ontem durante uma rebelião no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Os dois maiores de idade envolvidos no caso foram enviados para o Centro de Observação e Triagem Everardo Luna (Cotel). Os oito menores de idade foram levados para a Unidade de Atendimento Inicial (Uniai). O DHPP também encaminhou, ainda na noite de ontem,
uma equipe para o local para apurar o ocorrido.

Os jovens colocaram fogo em colchões. O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi acionado para controlar o motim e o Corpo de Bombeiros foi chamado para apagar o fogo nos colchões. A ação dos bombeiros foi rápida. Os policiais do Batalhão de Choque realizaram uma varredura no local e não identificaram fugas.

De acordo com nota divulgada pela Funase, através da Corregedoria, uma sindicância foi aberta para apurar as causas e os responsáveis pela rebelião. Ainda de acordo com a nota, além do adolescente assassinado, não houveram feridos. A família do jovem morto foi avisada e será dado apoio aos parentes. Técnicos da Diretoria Geral da Política de Atendimento (DGPAT) e da Assessoria Técnica de Unidades de Internação (Atin) foram ao local para dar suporte técnico e administrativo.

A última rebelião que ocorreu na unidade foi na virada do ano, quando 12 internos fugiram por um buraco no muro. A confusão começou por volta das 21h do dia 31 de dezembro do ano passado e um dos jovens foi recapturado ainda na manhã do dia 1º de janeiro. Em 2016, outras unidades da Funase também registraram confusão, sendo a fuga de outros 12 adolescentes da unidade de Garanhuns, no Agreste do estado, após a rendição dos vigilantes.

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