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Local Diario urbano: Fábrica de armas A quantidade recolhida ontem no Presídio Aspirante Marcelo Francisco de Araújo, no Curado, evidencia o fácil acesso dos detentos à matéria-prima dos produtos artesanais

Por: Jailson da Paz

Publicado em: 12/01/2017 07:13 Atualizado em:

Aos presídios pernambucanos, pela intensidade da produção artesanal de armas e cachaça, poderíamos acrescer o termo fabril. É certo apreender em qualquer revista policial nas grandes unidades priosionais facas, facões e chuços. E centenas de litros de aguardente. A quantidade recolhida ontem no Presídio Aspirante Marcelo Francisco de Araújo, no Curado, evidencia o fácil acesso dos detentos à matéria-prima dos produtos artesanais.

O que se questiona é o motivo disso ainda ocorrer se conhecidos são os possíveis caminhos para as matérias-primas - e até armas industriais - ingressarem nos presídios. À boca miúda, a cachaça aparece como um paliativo à crueza do ambiente prisional. Ao beber, o mundo real fica em segundo plano, dizem. Nem sempre. Às vezes, gera afoiteza, encoraja. Se em condições normais, os presídios, pela superpopulação e condições físicas, são ambientes propensos a casos de violência, a facilidade em se produzir armas brancas e bebidas potencializa o risco. E o controle desse pede revistas de imediato e controle rígido da entrada de produtos nas unidades prisionais.

Lama na pintura
A recuperação da pintura da Ponte Maurício de Nassau, no Centro do Recife, provocou elogios e bate-boca. Elogios, pela rapidez do serviço de quase uma dezena de operários. Já o bate-boca envolveu dois pedestres. Um deles estava furioso por ver pescadores sujarem de lama, vinda das redes, a pintura recente.

Peça de louça
O diálogo dos pedestres sobre a pintura da Ponte Maurício de Nassau é um bom mote para discutir a preservação urbana. Enquanto um reclamava da ação dos pescadores, o outro rebatia, dizendo que “a ponte não é biscuit para ficar intocável”. E se existia “sujeira” do pescadore era por necessidade e “não por gosto”.

Estrada de telhas
De tão próximos uns dos outros, os telhados das casas de madeira nas margens da Bacia do Pina, entre as pontes Paulo Guerra e Agamenon Magalhães, foram comparadas ontem por um leitor do Diario a uma estrada. “As telhas estão quase no mesmo nível. Pena que denunciem a extrema pobreza”. Verdade.

Esperando na fila
Donos de cães e gatos de Jaboatão dos Guararapes se perguntando qual o destino do Castramóvel. Dezenas deles se cadastraram em novembro do ano passado, em Barra de Jangada, para castrar os seus bichos e não tiveram o serviço gratuito prestado. Afirmam que o Castramóvel foi recolhido pela prefeitura na semana passada.

Bicho noturno
Moradores bem-humorados da Avenida Barreto de Menezes, em Guararapes, Jaboatão, pensam em criar o Bloco do Porco da Meia-Noite. Diariamente nesse horário um suíno robusto passeia pela avenida revirando sacos de lixo. A dúvida é que vem amarrar o bicho e puxar no destino, pois o dono é bravo.

Risco de doenças
Parte da laje do imóvel 261 da Rua das Graças, no bairro do mesmo nome, no Recife, preocupa os vizinhos. Dos andares mais altos, eles veem a “piscina rasa de concreto”. Isso há mais de uma semana. Temem que tenha se tornado um criadouro do mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya.

Nuvem de insetos
Apelo antigo o dos moradores da Rua Glauber Rocha, no Janga, em Paulista. Já acometidos pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, eles se deparam com nuvens de mosquito vindas do bueiro sem tampa - e entupido - da rede de esgoto. Em frente á casa 316.


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