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Mobilidade Faixa segura protege motociclistas e ciclistas em Olinda

Por: Anamaria Nascimento

Publicado em: 06/01/2017 16:02 Atualizado em: 06/01/2017 16:30

Faixa na Avenida Carlos de Lima Cavalcanti, em Olinda. Foto: Ricardo Fernandes/DP (Faixa na Avenida Carlos de Lima Cavalcanti, em Olinda. Foto: Ricardo Fernandes/DP)
Faixa na Avenida Carlos de Lima Cavalcanti, em Olinda. Foto: Ricardo Fernandes/DP
O sinal fecha. Os motociclistas olham um desenho semelhante aos veículos que pilotam num espaço em frente aos carros. Saem de onde estavam parados e acomodam os veículos no local com a pintura. Às vezes, um carro ignora a sinalização horizontal e para sobre ela. Essa movimentação se repete sempre que um semáforo das avenidas Governador Carlos de Lima Cavalcanti, Getulio Vargas, José Augusto Moreira ou Presidente Kennedy. O desenho do espaço varia de acordo com a via. Na Kennedy, chega a  2,5 metro de largura. Desde novembro, 42 faixas seguras - espaços exclusivos para motos e bicicletas entre a faixa de pedestres e os carros - foram instaladas em Olinda. Com pouco mais de um mês de funcionamento nas avenidas da cidade, as linhas de retenção ainda causam estranhamento em motoristas, cliclistas e motociclistas.

A sinalização horizontal tem como objetivo proporcionar maior segurança para as motocicletas e ciclistas, diminuindo o conflito com autos no momento da largada no verde do semáforo, aumentar o respeito das motos à linha de retenção e à faixa de travessia, dar maior visibilidade às motos junto às travessias de pedestres e diminuir o número de acidentes envolvendo motos, ciclistas e pedestres no cruzamento. A medida educativa ainda não é regulamentada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), ou seja, não é aplicada multa para quem desrespeitá-la.

“No trânsito, existe uma hierarquia de segurança. O maior (carro e demais veículos) deve cuidar do menor (pedestre). Em São Paulo, onde a experiência existe, já há a comprovação de uma redução sensível no número de acidentes envolvendo motos e pedestres”, enfatizou a diretora de Mobilidade Urbana de Olinda, Karla Leite. Em Olinda, a primeira avenida a receber a intervenção foi a Presidente Kennedy, um dos corredores mais movimentados da cidade. Depois, as faixas foram pintadas nas avenidas Governador Carlos de Lima Cavalcanti; José Augusto Moreira Getulio Vargas.

Caso a eficácia da ação seja comprovada na cidade, o objetivo da Prefeitura de Olinda é ampliar as faixas seguras para outras vias, como as avenidas Fagundes Varela, em Jardim Atlântico, e Brasil, em Rio Doce. Nas ruas, motoristas, motociclistas e ciclistas ainda estão se adaptando à sinalização. “No trânsito, é difícil ver as motocicletas, que, muitas vezes, passam rápido ao nosso lado. Essa faixa dá uma visibilidade melhor para todos, inclusive para os motoristas”, afirmou o funcionário público José Romero Escorel. O motociclista Davyson Pereira, 26 reclamou que os motoristas ainda não respeitam o espaço. “Acho, na verdade, que muitos não perceberam a sinalização por ser algo novo”, disse.

Em São Paulo, primeira cidade do país a criar espaços exclusivos para motos e bicicletas no trânsito, esse tipo de sinalização já existe desde 2013. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da capital paulista, faz uma avaliação positiva da faixa.

Faixa Segura:

Como funciona…


  • É uma sinalização horizontal que delimita uma área exclusiva de espera para motos e bicicletas
  • Tem o objetivo de criar uma área de acomodação mais segura para os veículos sobre duas rodas, ao pararem para aguardar a abertura do sinal de trânsito
  • A sinalização está localizada entre a faixa de pedestres e os automóveis e demais veículos parados no semáforo
  • Em São Paulo, esse tipo de sinalização existe desde abril de 2013. Em Olinda, existe desde novembro de 2016. Ainda não existe no Recife
  • Em Olinda, os locais para implantação da faixa foram escolhidos em função do volume de veículos que passam pelas vias

Objetivos…


  • Diminuir conflitos veiculares na abertura da fase verde do semáforo
  • Aumentar a visibilidade de motos para os pedestres em travessia, evitando atropelamentos pela aparição súbita de motos entre veículos
  • Oferecer melhor visibilidade aos motociclistas dos pedestres em travessia


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