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Litoral Sul Forte de Tamandaré passa por reforma A edificação é tombada pelo estado desde 1985. Encontra-se em mau estado e nãoestá aberta para visitação

Por: Thamires Oliveira

Publicado em: 22/08/2016 11:12 Atualizado em: 22/08/2016 11:22

Forte Santo Inácio de Loyola, Forte de Tamandaré. Foto: Hesíodo Goes/ Seturel-PE/ Divulgação
Forte Santo Inácio de Loyola, Forte de Tamandaré. Foto: Hesíodo Goes/ Seturel-PE/ Divulgação
Cenário importante da história de Pernambuco, o Forte Santo Inácio de Loyola, conhecido como Forte de Tamandaré, teve as obras de requalificação retomadas. Os serviços, que serão concluídos até novembro, incluirão lojas, restaurantes, auditório, museu e área de contemplação paisagística. As obras foram iniciadas em agosto de 2015, com previsão de entrega para março de 2016. Ainda em outubro de 2015 foram interrompidas por causa do surgimento de achados arqueológicos no local, que tornou necessária uma mudança no projeto. Pisos originais, esqueletos humanos, balas de canhão, cachimbos e dois fogões internos foram encontrados no forte e catalogados por arqueólogos.

Algumas dessas peças passarão a integrar o museu do forte. A edificação é tombada pelo estado desde 1985. Encontra-se em mau estado e não
está aberta para visitação. O objetivo da reforma é preservar o patrimônio histórico e formentar o turismo no Litoral Sul de Pernambuco. O valor total do investimento é de R$ 6,3 milhões, através do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do estado.

“Viajamos para a Europa e buscamos visitar locais antigos e que fazem parte da história de lá. Por que não transformar a nossa história em patrimônio vivo?”, ressalta a secretária executiva do Prodetur, Mariana Marinho. A obra, que já está com 65% de seu total concluídos, constitui uma revitalização completa da fortaleza. A revigoração do piso, o revestimento do teto e a reconstrução da muralha e do baluarte e das esquadrias são alguns dos principais serviços previstos.  

Os turistas que forem ao local contarão com um amplo espaço de contemplação paisagística, além de lojinhas de artigos diversos, localizadas nos quartos dos soldados, um auditório próximo à Praça de Armas, um restaurante no primeiro pavimento e um museu com achados arqueológicos do local. Apresentações audiovisuais e cartazes também contarão a história de resistência do forte. Uma licitação para a curadoria da fortificação já está aberta. “O morador local, os pernambucanos e os turistas de outros estados e países ganharão também mais uma opção de lazer”, acrescentou Mariana Marinho.

Proteção
Construído pelo engenheiro Francisco Correia  Pinto em 1691 e reformado nos séculos 18 e 19, o forte era utilizado para proteção da população e dos portos contra os ataques holandeses no estado. A edificação teve participações importantes na história de Pernambuco. Em 1817, recebeu acampamentos de tropas enviadas para reprimir a Revolução Pernambucana e, em 1824, rebeldes da Confederação do Equador se alojaram  em suas dependências, onde foram atacados duas vezes. Já em 1859, o forte recebeu a visita do imperador Dom Pedro II. A construção de arquitetura militar tem planta quadrangular e baluartes pentagonais nos quatro vértices e estilo Vauban (arquiteto militar francês). Dentre os diversos problemas da edificação, parte da muralha e um dos
baluartes desabaram, árvores cresceram dentro do terreno e partes da estrutura interna foram danificadas.

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