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Mobilização Ato em memória de conselheiros tutelares mortos acontece quinta-feira (12) Encontro acontece no salão nobre da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), às 15h. Chacina segue sob investigação da polícia

Por: Raphael Guerra - Diario de Pernambuco

Publicado em: 10/02/2015 20:30 Atualizado em: 10/02/2015 22:02

Centenas de pessoas, entre familiares, amigos e conselheiros tutelares, se mobilizaram para pedir justiça durante velório das vítimas (Annaclarice Almeida/DP/D.A.Press)
Centenas de pessoas, entre familiares, amigos e conselheiros tutelares, se mobilizaram para pedir justiça durante velório das vítimas
O assassinato dos três conselheiros tutelares do município de Poção, no Agreste pernambucano, será lembrado em ato ecumênico seguido de uma mobilização política, nesta quinta-feira (12). O encontro acontece no salão nobre da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a partir das 15h. Além de representantes de conselhos tutelares do estado, participam também defensores dos direitos humanos.

Em nível nacional, pretende-se, ainda, realizar atos públicos para exigir das autoridades responsáveis a plena aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente e uma política de proteção à vida dos Conselheiros Tutelares e dos defensores dos direitos humanos em geral.

Os atos estão sendo convocados pelo Fórum Colegiado Nacional dos Conselhos Tutelares, o Fórum DCA-PE, a Associação Metropolitana de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares de Pernambuco, a Escola de Conselhos de Pernambuco, e entidades que atuam na defesa, promoção e garantia dos direitos humanos.
 
Entenda o caso

O crime aconteceu em uma estrada de acesso ao Sítio Cafundó. As vítimas estavam dentro do carro quando foram mortas a tiros. Elas voltavam de Arcoverde, no Sertão, onde pegaram a criança, que vivia com o pai e avó paterna. Nos fins de semana,  quinzenalmente, a menina ficava com os avós por parte da mãe. Segundo a PM, logo após a chacina, nem o pai nem a avó foram mais encontrados.

Foram mortos a tiros os conselheiros Daniel Farias, Carmen Lúcia Silva e Lindenberg Nóbrega, além da avó materna da criança, Ana Rita Venâncio.

Depoimentos apontam que ameaças da avó paterna, que é oficial de Justiça, e do pai da criança aos avôs maternos eram constantes. A suspeita de que a avó materna, cujo nome está sendo mantido em sigilo, seja a mandante de crime ganhou mais força porque ela também responde a processo criminal por supostamente envenenar e matar a ex-nora e mãe da menina, Jucy Venâncio, 23, em 2013.

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