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Esta tarde Audiência pública apresenta redesenho do projeto Novo Recife

Publicado em: 07/11/2014 07:44 Atualizado em:

Uma audiência pública para apresentação do redesenho do projeto urbanístico para a área do Cais José Estelita está prevista para esta sexta-feira. A reunião começa às 14h30, na Faculdade de Administração de Pernambuco (Fcap).

Na tarde desta quinta-feira, o redesenho foi apresentado pelo Consórcio Novo Recife. O projeto contempla as sugestões encaminhadas pela Prefeitura do Recife, em setembro, a partir de contribuições feitas pela sociedade civil organizada e consolidadas pelo Instituto Pelópidas Silveira.

Na segunda-feira, o movimento Ocupe Estelita entrou com representação no Ministério Público de Pernambuco para pedir o cancelamento do edital de convocação. O movimento alega que não foi cumprido o prazo de publicação de 15 dias de antecedência ao evento e publicização das informações que serão debatidas, além das condições das inscrições. O movimento também programou um protesto na audiência e outro na frente dos armazéns do Cais Estelita.

O desenho prevê a redução na altura dos prédios e incorpora o modelo do sistema viário com oito vias transversais e dois binários. Um deles passa dentro do empreendimento com vias paralelas na frente e por trás. O outro amplia o uso da Ponte Joaquim Cardoso, que terá um prolongamento fazendo a ligação com a Zona Sul e formará binário com a Ponte Paulo Guerra.

O projeto prevê ainda a abertura da Avenida Dantas Barreto para a Bacia do Pina, como foi sugerido. “Nós atendemos questões relevantes que precisavam ser incorporadas. Esse lugar pode passar a ser referência para outras áreas”, apontou o arquiteto Paulo Roberto de Barros, que coordena o projeto Novo Recife.

A ideia é também ampliar a área verde, com o alargamento do parque na frente d’água e do futuro Parque das Cinco Pontas. As estruturas urbanas existentes serão recuperadas.

O projeto prevê ações mitigadoras orçadas em R$ 62,7 milhões. “Nós teremos que repactuar as ações mitigadoras. Não vai mais haver necessidade da construção de um túnel e de uma alça, previstos no projeto anterior, mas teremos as habitações populares, que não eram contempladas antes”, explicou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano do Recife, Antônio Alexandre. Segundo ele, as ações serão implantadas simultaneamente à execução do projeto privado.

No terreno de 1,3 km de extensão, o Novo Recife traz oito lotes de uso misto, que serão destinados para polos empresariais, residenciais, hoteleiro, cultural e de serviços. Com a redução de dois terços na altura dos prédios próximos à área histórica do bairro São José, o número de torres passou de 12 para 13, conservando o mesmo coeficiente construtivo. As torres variam de 12 a 38 andares com 14 diferentes topologias de 34 a 282 metros quadrados de área.

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