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Mobilidade Casa Amarela vai ganhar circuito de ciclofaixas

Publicado em: 03/10/2013 16:37 Atualizado em: 03/10/2013 16:51

Padre Lemos é dona de um trânsito caótico, um tráfego intenso de pessoas e rota de muitos ciclistas. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
Padre Lemos é dona de um trânsito caótico, um tráfego intenso de pessoas e rota de muitos ciclistas. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
Uma das ruas mais movimentadas do bairro de Casa Amarela, a Padre Lemos é dona de um trânsito caótico, um tráfego intenso de pessoas e rota de muitos ciclistas. Resultado da confluência das atividades comerciais do entorno (mercado, feira e lojas), a deficitária mobilidade da área poderá sofrer uma reversão dentro dos próximos meses. A implantação de um circuito de ciclofaixas entre a Padre Lemos e outras quatro vias está em estudo pela Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano do Recife (Semoc) desde agosto, quando o projeto foi apresentado em reunião com a sociedade civil e movimentos cicloativistas. Atualmente, está em fase de conclusão.

A ideia é de que a nova ciclofaixa seja unidirecional e que faça ligamento com o trecho inaugurado no ano passado no binário das Estradas do Encanamento e do Arraial, cuja extensão é de 4,7 km. O ciclofaixa deverá começar na Padre Lemos e seguir pelas Ruas Dona Ana Xavier, Paula Baptista, Eugênio Samico, Xavantes e Pedro Allain, retornando ao ponto inicial. O ligamento com o binário do Arraial/Encanamento vai se dar pela Rua Joaquim Inácio. O equipamento terá uma largura mínima de 1,60 metro, separado por pintura e tachões. O projeto prevê também instalações de bicicletários ao longo da rota.

Ainda não existe uma data para oficializar o trecho, mas a ação deverá ser integrada ao Plano Diretor Cicloviário, a ser lançado em novembro pela Secretaria das Cidades do estado. Com a nova rota, restariam oito metros de asfalto divididos em dois sentidos para a circulação de veículos. 

Mesmo antes de lançada, a ideia já foi rebatida pela Associação Metropolitana dos Ciclistas do Grande Recife (AmeCiclo). “Isso foi colocado em pauta em uma das seis reuniões que já realizamos com a prefeitura, mas o posicionamento foi contrário. Acontecerá a mesma coisa da Arraial, onde os ciclistas acabam andando nas duas mãos em uma faixa estreita”, explicou um dos coordenadores-gerais da Ameciclo, Daniel Valença.

Os cicloativistas fizeram uma contraproposta à prefeitura para a criação de uma Zona 30, ou seja, uma delimitação na Rua Padre Lemos onde a velocidade máxima permitida seria 30 km/h e cujo foco seria o compartilhamento entre os modais. Outra medida incentivada por eles é a ampliação da calçada para 2,5 metros, proposta em estudo pela prefeitura.

A Semoc esclareceu que o projeto da ciclofaixa de Casa Amarela já está em fase de conclusão e será o primeiro a ser implantado. A meta da Prefeitura do Recife é de construir 76 quilômetros de ciclovias na cidade até o fim de 2016. Atualmente a malha cicloviária do Recife é de 28,5 quilômetros.

Foco na qualidade de vida 
A melhoria da qualidade de vida no bairro de Casa Amarela também está em estudo pela prefeitura a partir do projeto Casa Amarela Saudável e Sustentável, da Pastoral da Saúde Nordeste 2, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). As ações propostas visualizam maior arborização, mobilidade favorável para motoristas, ciclistas e pedestres, melhoria de infraestrutura e criação de políticas públicas articuladas com os moradores do bairro. Inclui também a ideia das ciclofrescas, ciclovias arborizadas de baixo custo de execução em 100% das ruas de Casa Amarela.

O grupo defende a implantação de pelo menos 649 árvores em toda a extensão da malha cicloviária a ser criada no bairro (274 de pequeno porte e 375 de médio porte), assim como maior abertura para contrapropostas, que é a mesma solicitação da Ameciclo. “Pedimos que a proposta da ciclofaixa da Padre Lemos fosse discutida com a comunidade, mas o pedido foi negado”, afirmou Daniel Valença. Para Denis Meneses, as reuniões estão sendo contraproducentes. “O corpo técnico aparenta ser deficiente”. 

Uma das preocupações do geógrafo Marcus Moura, 24, que costuma trafegar pela Padre Lemos, é que “a lógica do carro seja usada para veículos não motorizados”. “É necessário se pensar ações interligadas. Não é fazendo pedaços que vamos solucionar o problema da mobilidade  o bairro~, disse o responsável pelo projeto das ciclofrescas, César Barros. A Semoc informou que as reuniões têm o objetivo de discutir os projetos a serem implantados e que as sugestões são importantíssimas e estão sendo estudadas pelo corpo técnico da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU).

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