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Mobilidade Apesar da chuva, ciclista é o primeiro a chegar no Desafio Intermodal

Publicado em: 12/09/2013 22:34 Atualizado em: 12/09/2013 23:06

Desafio mediu rapidez dos diferentes modais no Recife. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press
Desafio mediu rapidez dos diferentes modais no Recife. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press
Mostrar um percurso comum para os recifenses no horário de pico era o objetivo inicial da segunda edição do Desafio Intermodal do Recife. No entanto, exibir esse mesmo percurso com chuva foi desafiador, como desafiador é o cotidiano do morador da capital pernambucana. No início da noite desta sexta-feira (12), 16 voluntários saíram da Praça da Independência (conhecida como praça do Diario), no Centro do Recife, com destino ao Shopping Recife, em Boa Viagem, Zona Sul. A distância é de aproximadamente 10 km.

A ideia foi mostrar o tempo gasto e discutir fatores como a poluição de cada modal, pegada ecológica, custo para os cidadãos e mobilidade urbana em várias maneiras de se locomover: bicicleta, motocicleta, carro, ônibus, metrô, a pé, skate e até mesmo patins.

O evento é coordenado pela Organização não Governamental Observatório do Recife e pelo Movimento Direitos Humanos. No Brasil, o mesmo tipo de atividade é realizada no Rio de Janeiro e São Paulo, cada cidade com suas peculiaridades.

O primeiro a concluir o percurso foi o estudante de Educação Física Filipe de Freitas, 21 anos, que percorreu a distância de bicicleta e demorou 23 minutos e 31 segundos para chegar ao final. "A chuva atrapalhou. Mas o ciclista recifense sofre com a falta de infraestrutura e desentendimentos com os outros veículos", relatou.

Milton Carvalho tem 32 anos, é publicitário e cego. Ele fez parte do deslocamento a pé, de metrô e finalizou de ônibus. Gastou 1h14. "As calçadas são terríveis. O metrô estava lotado, mas consegui me acomodar por causa do local prioritário, inicialmente ocupado, mas a pessoa 'cedeu' o espaço para mim".

Fernando Lima também é publicitário, o último a concluir o percurso, na modalidade pedestre. Percorreu a distância em 1h29. Ele afirmou que a dificuldade maior é a falta de calçadas. "Praticamente não extistem. Quando existem, a gente encontra muito carro estacionado em cima. Em várias situações tive que ir pela rua, porque os carros tomavam toda a calçada". As pessoas que esperam ônibus também preocupam Lima. "A quantidade de gente que espera nas paradas não cabe nas calçadas e muitas pessoas ficam nas ruas, expostas a acidentes", contou.

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