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Cidadao repórter » Obras atrasadas na Faculdade de Direito do Recife

Mariana Fabrício - Diario de Pernambuco

Publicação: 15/08/2013 15:07 Atualização: 15/08/2013 15:17

Prédio histórico da Faculdade de Direito do Recife está com as obras atrasadas em nove meses. Foto: Mariana Fabrício/Esp.DP/D.A Press
Prédio histórico da Faculdade de Direito do Recife está com as obras atrasadas em nove meses. Foto: Mariana Fabrício/Esp.DP/D.A Press
Duas obras realizadas em nos prédios da Faculdade de Direito do Recife estão há meses atrasadas. Uma no prédio histórico, localizado na rua Princesa Izabel, iniciada em julho de 2012 com prazo de 120 dias, que anda a passos lentos. A outra, no prédio Anexo II, situado na rua do Hospício, com cinco meses de atraso e sem prazo para ser concluída. Nesse último prédio, as marcas da necessidade de manutenção estão por toda parte. Faltam pintura, limpeza e materiais e entulhos estão espalhados, deixando prejuízo para universitários, professores e funcionários.

Através do Cidadão Repórter, fórum de jornalismo colaborativo do Pernambuco.com, o usuário identificado como Doca Teixeira denunciou a situação dos prédios e a dificuldade que enfrenta. “É vergonhosa a atual situação da Faculdade de Direito do Recife (FDR/UFPE), sobretudo quanto à estrutura física e pedagógica. O Antigo prédio, que foi doado pelo MEC, encontra-se em péssimo estado de conservação", conta. Além desse problema, ele também aponta que um projeto de atendimento à população não saiu do papel. "Além desse quadro caótico, a UFPE mantém no papel, há mais de 10 anos, o Projeto do Núcleo de Conciliação, Mediação e Arbitragem. Dois Pontos negativos: Um porque deixa de oferecer a mediação de conflitos para seus alunos de graduação de diversas áreas. E outro porque deixa de prestar um serviço tão essencial à população carente da região metropolitana do Recife", reclama.

Já as obras do Núcleo de Conciliação, Mediação e Arbitragem estão paradas e sem previsão de recomeçarem. Foto: Mariana Fabrício/Esp.DP/D.A Press
Já as obras do Núcleo de Conciliação, Mediação e Arbitragem estão paradas e sem previsão de recomeçarem. Foto: Mariana Fabrício/Esp.DP/D.A Press
Dos oito blocos localizados no Anexo, apenas dois funcionam e diversas salas estão desativadas por não terem condições necessárias de uso. Transtorno e incômodo para quem ainda utiliza as dependências da Faculdade e espera que a obra seja retomada. Na placa que sinaliza a realização da obra no local está descrito o valor de R$92.295,45, investido na recuperação da coberta do bloco. Lá indica que a obra deveria ter sido concluída em fevereiro de 2013, no entanto, o que pode ser visto é a falta de manutenção por todo o espaço. O alojamento dos trabalhadores da obra, que nunca mais foi utilizado, ainda está no mesmo local. O lixo recolhido no início da restauração foi despejado dentro do prédio e ainda não foi retirado. O Bloco A, onde funcionam a Hemeroteca e o arquivo, serve como depósito dos materiais de obra e apenas o andar térreo está ativo.

No prédio histórico e tombado pelo Iphan, localizado na rua Princesa Izabel, as obras internas e externas estão atrasadas e sem prazo de conclusão. A recuperação da Praça Adolfo Cirne e adaptação para acessibilidade deveria ter sido concluída em novembro de 2012. O investimento foi de R$703.403,22. Reformas pontuais dentro do prédio, também foram suspensas, inclusive na biblioteca, que está parcialmente interditada por conta de infiltrações e funciona há um mês em local improvisado. Para os alunos, a dificuldade em ter acesso ao acervo gera transtorno, sobretudo no período de provas. “Os funcionários separaram os títulos mais pedidos para diminuir a dificuldade. Mas em um curso de Direito, onde a leitura é essencial, isso prejudica o corpo discente da instituição, principalmente quem procura se aprofundar em algum assunto e precisa de um livro que não estará entre os mais solicitados”, afirma o estudante do 5° período, João Amadeu.

Para os alunos com necessidades especiais, a dificuldade é maior, pois ficam estritos ao andar térreo. Os estudantes esperam o início da construção de um elevador prometida há mais de dez anos. “Esse prédio passou por uma grande reforma estrutural e realmente temos que reconhecer isso, mas a questão da acessibilidade é muito debatida por aqui. Foi construída uma rampa recentemente, mas os alunos que entram por ela não podem chegar até a biblioteca nem ao salão nobre, localizados no último andar. Além disso eles precisam percorrer um caminho cheio de entulhos e mal iluminado”, conta o presidente do DA, Gustavo Cardoso.

Em entrevista à equipe do Pernambuco.com, a diretora em exercício da Faculdade de Direito do Recife, Fabíola Albuquerque, explicou a burocracia atrapalhou o andamento das reformas e afirmou que não há previsão para serem retomadas. “O prédio é tombado e isso nos limita. Não podemos fazer intervenções tão facilmente. Ainda não posso definir um prazo de quando as obras voltarão, pois estamos esperando que a empresa apresente os novos custos necessários. A obra foi paralisada por questão financeira e pela burocracia. Mas estamos em negociação com a FADE – Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE -, com a empresa e com o Ipham, para que possamos retomar as obras”, justificou.

Em relação a obra da biblioteca, Fabíola afirmou que é algo pontual e paliativo. “A biblioteca não deixou de funcionar. Apenas parte dela foi interditada. No momento a obra está sendo efetuada e deve ser concluída em setembro. Mas é apenas um paliativo, o problema não será resolvido, pois deve ser feito primeiro a restauração da fachada para não haver mais infiltrações”, concluiu.
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Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Paulo de Tarso Souza
É LAMENTÁVEL,POIS A FACULDADE DE DIREITO DO RECIFE É UM PRÉDIO HISTÓRICOS E DOS MAIS BONITOS DO RECIFE.OS PROFESSORES,OS ALUNOS E A COMUNIDADE NÃO MERECEM ESTE TIPO DE TRATAMENTO.POR QUE NÃO UM TRATAMENTO DE CHOQUE PARA REVERTER ESTA SITUAÇÃO ? | Denuncie |

Autor: ALBERTO FALCÃO
A UFPE deve organizar uma unidade especializada para executar ordens de conservação e reforma de instalações físicas, promovendo as licitações e acompanhando a execução. A diretora, Dra. Fabíola Albuquerque, faz um excelente trabalho consideradas as limitações organizacionais da universidade. | Denuncie |

Autor: Paulo de Tarso Souza
Pelo seu passado de glória e pela importância hoje na formação de profissionais do direito esta Instituição merece toda a atenção e prioridade dos administradores públicos que no aspecto financeiro,quer no aspecto do patrimônio histórico.Portanto façam o que for possível para concluir a reforma. | Denuncie |

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