• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Cidadão repórter » Desinformação, ilegalidade e poluição ameaçam tartarugas

Mariana Fabrício - Diario de Pernambuco

Publicação: 15/03/2013 16:36 Atualização: 15/03/2013 17:14

Ambientalista Adriano Artoni calcula que 596 tartarugas marinhas foram achadas mortas no litoral pernambucano desde o início do ano passado. Foto: Acervo Pessoal//Divulgação
Ambientalista Adriano Artoni calcula que 596 tartarugas marinhas foram achadas mortas no litoral pernambucano desde o início do ano passado. Foto: Acervo Pessoal//Divulgação
Práticas como captura, matança, coleta de ovos, consumo e comércio de produtos e sub-produtos de tartarugas marinhas são consideradas crimes ambientais, segundo a legislação brasileira. No entanto, um dado recente divulgado pelo ambientalista e voluntário do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Adriano Artoni, mostra que, na prática, a realidade é bem diferente. De acordo com ele, desde o ano passado até o mês atual, 596 tartarugas marinhas foram encontradas mortas nas praias pernambucanas. E entre as principais causas estão as práticas ilegais e a poluição. Essa realidade foi denunciada no fórum de jornalismo colaborativo do Pernambuco.com, Cidadão Repórter.

Para o usuário do fórum, Fernando Melo, a falta de fiscalização facilita a ocorrência dos crimes ambientais nas praias do estado. “Como não existe fiscalização aliada às atividades de educação ambiental, é profundamente lamentável que os crimes contra esses inofensivos animais continuarão impunes”, lamenta.

Como consequência da ausência de educação ambiental, a falta de informação entre pescadores, moradores do litoral e banhistas também está entre as causas do grande número de mortes das tartarugas marinhas. “Muitas pessoas veem os ovos das tartarugas e levam para casa, pensam que podem fritar como ovo de galinha ou acham que podem levar a própria tartaruga para criar em casa, mas não sabem que elas não irão sobreviver”, explica Adriano Artoni.

Segundo o ambientalista, a maioria das tartarugas encontradas mortas foram infectadas por produtos tóxicos, engoliram plástico ou se enroscaram em redes de pesca. “A maior parte delas são encontradas com Fibropapilomatose (tumores), como consequência da poluição”.

Adriano Artoni desenvolve o trabalho de voluntário desde 1987 visitando as costas pernambucanas resgatando os animais mortos, isolando os locais com desovas e conscientizando a população. “Distribuo meu cartão para que a população possa denunciar ou informar se encontrarem algum ninho. Cada um pode fazer sua parte protegendo, denunciando e fiscalizando”, afirma.

As denúncias de crimes ambientais podem ser feitas através do telefone: 0800-618080.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.