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Emoção na despedida dos militares que foram para o Haiti

Carolina Braga

Publicação: 27/11/2012 16:03 Atualização: 27/11/2012 22:19

 (Teresa Maia/DP/D.A.Press)
As boinas azuis simbolizam a missão de paz. Viajaram nessa terça-feira 41 soldados recifenses para servirem no Batalhão de Infantaria de Força de Paz (Brabat) no Haiti. Esse é 17º grupo que o Brasil envia ao país para ajudar na reconstrução do território depois do terremoto de 2010. Os militares vão passar seis meses fora de casa. Esposas, parentes e amigos foram nessa manhã na Base Aérea Brasileira se despedir do grupo de soldados, tenentes, engenheiros e dentistas que vão cumprir a missão. A maioria do grupo que está viajando faz parte da Cavalaria Mecanizada.

O soldado Vanderson José Barbosa está há quatro anos servindo ao exército. Para ele, a maior dificuldade será deixar a filha de 2 anos e a esposa, a estudante Tainã Raiane, 20. “Vai ser uma ótima experiência par a minha carreira, mas a saudade vai ser grande”, disse. A única mulher desse grupo militar, é a tenente Patrícia Pires. A dentista é a única profissional de saúde das pessoas que embarcaram nessa segunda. “Estou muito feliz de dar apoio às tropas militares e prestar auxílio a população”, falou. Ao todo, a equipe de saúde brasileira no Haiti conta com 11 profissionais entre médicos, enfermeiros e dentistas. Os militares ficarão abrigados parte na Base General Bacelar, parte na Base Sete Soleil, na capital Porto Príncipe.

Os soldados passaram por três meses de treinamento. Mas para serem escolhidos para essa missão, alguns critérios tiveram que ser atendidos. O militar tinha que se alistar voluntariamente e ter habilidades técnicas necessárias para o desenvolvimento da função pretendida.Também foram avaliadas a folha de serviços do militar e realizados exames médicos e físicos.

O comandante do 3º Pelotão de Fuzileiro de Paz, o tenente Tiago Cavalcante, está indo ao país pela primeira vez. “Espero manter o ambiente seguro, estamos indo com o objetivo de fazer a manutenção da paz no país. Estou muito motivado para ajudar ao próximo”, afirmou. Tropas do exército estão instaladas no país desde 2004, quando o Haiti estava em guerra civil. O 3º sargento José Ricardo Alves, irá pela quarta vez ao lugar. “Por já ter ido lá, posso passar um pouco mais de experiência sobre o lugar para os meus colegas.O único lado ruim é a saudade da família”, relatou.

Os militares têm a função de fazer a gerência da população, segurança e patrulha das áreas que foram responsáveis visando dissuadir crimes a fim de deixar a situação estável no país. Este não será o último grupo de soldados a serem enviados ao Haiti, acontecerão mais dois embarques até o dia 3 de dezembro. Ao todo, serão 891 militares brasileiros em solo haitiano. Desses, 548 são nordestinos.
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Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: miriam bitencurti
Esses militares já retornaram ao Brasil. Quando receberão as homenagens por esse trabalho de tanta coragem? Cadê notícias do retorno? | Denuncie |

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