Os policiais federais em Pernambuco decidem esta manhã a adesão à greve nacional da categoria, agendada para a próxima terça-feira. Na assembleia geral, na sede do sindicato no bairrro de Santo Amaro, no Recife, a categoria vai votar duas propostas: paralisação de 24 horas ou por tempo indeterminado.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Federais em Pernambuco, Marcelo Pires, durante a mobilização será realizada operação padrão nos aeroportos, com uma fiscalização mais minunciosa que deve atrasar o atendimento. "Chegamos no ponto limite. É preciso que haja reestruturação salarial e de carreira urgente", disse. O sindicalista alega que todos concursos exigem nível superior e há diversos funcionários, agentes, escrivães e papiloscopostistas com nível superior, ganhando salários de nível médio.
Segundo anunciou o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink. Os agentes reivindicam do governo a reestruturação da carreira, a discussão de novas políticas salariais e a troca do atual diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello Coimbra.
Segundo o presidente da Fenapef, o atual diretor não consegue gerir adequadamente a instituição. “Há disputas internas na PF e o diretor não é competente para administrar [essas disputas]. Queremos alguém de fora da PF que seja gestor, que saiba apaziguar as disputas”, declarou.
O sindicato aprovou o indicativo de greve na manhã de hoje. Até sexta feira, os sindicatos estaduais devem definir como irão operar. Segundo Wink os estados têm essa autonomia por causa da particularidade de cada um. “Em São Paulo e Rio de Janeiro, temos dois grandes aeroportos, então pode haver operação-padrão na alfândega. Em Brasília, pode afetar a emissão de passaportes. No Amazonas, no Rio Grande do Sul, a fiscalização das fronteiras pode ser prejudicada”, afirmou.
Investigações especiais como a Operação Monte Carlo, que prendeu o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, também podem ser afetadas. O presidente da Fenapef ressaltou que a paralisação de investigações importantes será analisado caso a caso.
Segundo o sindicalista, a intenção dos agentes da PF é não prejudicar a segurança do país, de maneira a manter a confiança da população. O Ministério do Planejamento informou que as negociações com as categorias em greve estão abertas e que entre os dias 13 e 17 darão posicionamentos a todas as reivindicações.
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