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Pesquisa » Embrapa instalará Farmácia Viva em Petrolina para aproveitar potencial medicinal da flora do semiárido

Publicação: 02/08/2012 19:56 Atualização: 02/08/2012 21:15

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) dará início ao desenvolvimento de um programa de farmácias vivas na região do Vale do São Francisco, através do Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Semiárido (CPATSA). A iniciativa prevê a instalação de hortas medicinais com o cultivo de espécies nativas e exóticas. Além disso, também estão previstas doações de mudas para as comunidades locais. O projeto está avaliado em R$ 82,6 mil, oriundos do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci), administrado pelo Banco do Nordeste. O projeto deverá ser executado em 36 meses.

Em Pernambuco, este será o primeiro programa de farmácias vivas, mesmo o uso de plantas medicinais sendo uma realidade em muitos municípios. Entre as espécies mais utilizadas pela população está a aroeira, a baraúna, a umburanade cheiro e o alecrim do mato.

Para começar o desenvolvimento do projeto, será feito um levantamento das espécies que compõem a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse do Sistema Único de Saúde (SUS). Com esse banco de dados científico, será feito um levantamento com informações de natureza etnobotânica ou etnofarmacológica das comunidades rurais da área.

Após as análises, serão instaladas duas coleções de plantas medicinais, uma no Campo Experimental de Bebedouro, da Embrapa Semiárido, em Petrolina, e outra na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Juazeiro. Nos locais serão feitos cultivos de exemplares da flora regional e das espécies exóticas. Em seguida, serão desenvolvidas atividades para o cultivo das plantas medicinais que constituirão as farmácias vivas nas comunidades e o controle de qualidade dos produtos obtidos. A manutenção das plantas e todo o manejo adequado serão acompanhados por um engenheiro agrônomo.

Durante o projeto, haverá cursos, palestras e aulas didáticas, além de mobilização de agentes multiplicadores. A expectativa dos pesquisadores, após a conclusão de todas as etapas, é viabilizar a instalação de uma pequena oficina farmacêutica para a elaboração de formulações fitoterápicas que poderão ser distribuídas nas comunidades.

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