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Tubarões » Propesca finaliza segunda tentativa sem captura de tubarões

Augusto Freitas

Publicação: 28/07/2012 14:23 Atualização:


Dois dias de tentativas, 300 anzóis, 900 iscas, 1.250 tilápias vivas, três lançamentos de um espinhel com seis quilômetros a cerca de 500 metros da costa e nenhum tubarão capturado. Este foi o saldo na segunda vez que o grupo independente Propesca, formado por engenheiros de pesca, médicos, empresários, pescadores e surfistas, tentou fisgar tubarões das espécies cabeça-chata, tigre e martelo, entre as praias de Piedade e Boa Viagem.

Na manhã deste sábado (28), o Propesca lançou pela terceira vez o espinhel na esperança de capturar um único animal, uma vez que na sexta-feira (27) o grupo chegou a recolher o material rompido. Os membros achavam que o rompimento poderia ter sido causado por um tubarão. O engenheiro de pesca Paulo Pantoja, um dos coordenadores da equipe, no entanto, atestou que o dano foi causado por uma embarcação.

O grupo lançou o espinhel num raio de seis quilômetros, entre o Parque Dona Lindu e a Igrejinha de Piedade. Segundo o Propesca, a área abrange um dos trechos com maior número de ataques, da altura do Sesc de Piedade até o começo da Praia de Boa Viagem. A expectativa do grupo era de capturar um mínimo de 12 animais.

Bruno Pantoja, também engenheiro de pesca, disse que uma próxima tentativa está prevista para acontecer daqui a 30 dias. “Como utilizamos recursos próprios e não públicos, vamos angariar mais fundos para realizar uma nova tentativa. Por dia, entre iscas, combustível, material, diária dos pescadores, aluguel do barco, alimentação, entre outros pontos, foram investidos cerca de R$ 1 mil”, afirmou.

Os engenheiros rebateram as críticas de que o Propesca pretende exterminar os animais que venham a ser capturados. A iniciativa independente foi condenada pelo Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) e Sociedade Brasileira para o Estudo de Elasmobrânquios (Sbeel). “A nossa ideia é provocar o poder público para criar uma ação preventiva inibidora de ataques e desenvolver um projeto em parceria com instituições como o Corpo de Bombeiros, o Governo de Pernambuco, a UFRPE e as prefeituras”, disse Paulo Pantoja. A primeira missão do Propesca, que cobriu a faixa do Pina ao Paiva, onde aconteceram 76% dos ataques aos banhistas, capturou quatro animais.

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