Publicação: 11/07/2012 09:06 Atualização:
Pesquisadores, representantes técnicos, gestores, profissionais de saúde e mulheres de todas regiões do Brasil acometidas pela doença falciforme participam hoje de um encontro para alertar e sensibilizar sobre a doença hereditária mais comum no país. O evento acontece no Hotel Onda Mar, às 8h30, em Boa Viagem, zona sul do Recife.
Promovido pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) em parceria com a Secretaria da Mulher e o Ministério da Saúde (MS), o II Encontro Nacional de Mulheres com Doença Falciforme pretende informar sobre as ações da coordenação nacional da Política de Atenção às Pessoas com Doença Falciforme, atualizar e instrumentalizar os participantes sobre as condições de vida das mulheres negras no contexto atual e a assistência à saúde da mulher, além de contribuir para o fortalecimento da atuação do controle social na implementação da Política e informar sobre as ações desenvolvidas pelas entidades.
A doença, que ocorre de forma prevalente na população afrodescendente atinge atualmente 1,6 mil pessoas entre crianças e adultos. Os pacientes estão sendo tratados no Hemocentro de Pernambuco (Hemope), referência nacional em hematologia e hemoterapia. Cerca de 25% desses casos são representados por mulheres.
No Hemope uma média de 400 pacientes do sexo feminino estão em tratamento e, entre elas, gestantes. O grande desafio é fazer um diagnóstico precoce e oferecer um cuidado adequado. Quanto mais cedo descobrirmos a existência da doença, mais eficientes são as medidas de saúde. As grávidas diagnosticadas recebem acompanhamento do pré-natal diferenciado para tratar adequadamente as complicações clínicas.
A gravidez pode agravar a doença com a piora da anemia falciforme e aumento da frequência e gravidade das crises de dor e infecções. Podendo também interferir na evolução normal da gestação. O exame diagnóstico da doença (eletroforese de hemoglobina) deve ser realizado durante o pré-natal. Atualmente, apenas os municípios de Recife e Olinda fazem o diagnóstico e possuem ambulatórios especializados.
Em Pernambuco, o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) é referência no tratamento de gestantes portadoras de doença falciforme. De acordo com dados da SES, estima-se que a cada 1,4 mil crianças nascidas vivas em Pernambuco, uma tenha a doença falciforme e a cada 23, uma seja identificada como portadora do traço falciforme, quando há transmissão parcial do gene, mas não há o desenvolvimento da enfermidade.
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