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Agressão » Funcionária de um supermercado de Boa Viagem apanha de cliente por não poder ajudá-lo

Publicação: 03/07/2012 21:12 Atualização: 03/07/2012 21:17

Uma confusão em um supermercado da Domingos Ferreira, na Zona Sul do Recife, na tarde desta terça-feira (03), foi parar na Delegacia de Boa Viagem. Um cliente agrediu fisicamente uma funcionária, porque ela não pode ajudá-lo a solucionar o problema de uma compra feita no supermercado da rede na Torre.

O homem, identidade desconhecida, havia comprado um telefone celular e na nota fiscal, a vendedora da outra unidade anotou manualmente o código do produto. O aparelho veio com defeito e, ao levá-lo na assistência técnica, o cliente soube que o problema não poderia ser solicionado por conta da inscrição de caneta. Por estar próximo da Domingos Ferreira, o homem foi direto ao supermercado da Zona Sul.

"Eu o informei que, infelizmente, não poderíamos ajudá-lo. Ele deveria voltar ao local onde comprou o celular e falar com a vendedora que o atendeu. Não sei por qual motivo ela anotou manualmente, mas do jeito que estava não poderíamos fazer nada", explicou a funcionária de 21 anos que preferiu não se identificar. "Ele se revoltou. Começou a dizer que o erro era da loja e teríamos que dar um jeito. Eu disse que nada poderia ser feito naquela filial e ele me deu um murro no rosto", detalhou. A agressão só não continuou porque outro cliente que estava na fila para ser atendido segurou o homem descontrolado. Rapidamente, fiscais do supermercado chegaram no local, mas, ao contrário do esperado pela funcionária, liberaram o agressor sem sequer perguntar seu nome.

"Trabalho na rede há quase quatro anos. Já fui vítima de agressão verbal, como muitos outros funcionários. Mas ele me bateu. O gerente apareceu e o liberou sem dizer nada. Vou trabalhar todos os dias, nem chego atrasada, nunca faltei. No momento que precisei que olhassem por mim, eles simplesmente mostraram que não ligam a mínima para os funcionários", desabafou a atendente. A mulher adiantou que pensa em processar a empresa.

O caso foi registrado e a vítima já fez exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro. A previsão é que o laudo saia em até 20 dias.

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