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Esperança » Caso de Judite chega à Alemanha Universitária deficiente que teve história contada pelo Diario terá seus exames analisados no exterior

Publicação: 15/06/2012 20:30 Atualização: 15/06/2012 21:52

Judite Ferreira da Silva tem uma nova esperança de tratamento. (Julio Jacobina/DP/D.A Press)
Judite Ferreira da Silva tem uma nova esperança de tratamento.

Wagner Oliveira

Diario de Pernambuco

 

Quase três meses depois de ter sua história de luta para conviver com a deficiência contada pelo Diario e se consultar com uma junta médica no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Recife, a sertaneja Judite Ferreira da Silva, 30 anos, tem uma nova esperança. Neste sábado, o ortopedista Epitácio Leite Rolim Filho embarca para Alemanha, onde apresentará o caso da estudante a médicos do mundo de vários países. "Vou participar de um curso sobre correção de deformidades na Alemanha, onde será apresentado um novo aparelho. O curso acontecerá na cidade de Hamburgo e vários médicos vão conhecer o caso. Acredito que eles ficarão surpresos. Estou levando exames de ressonância magnética, tomografias e radiografias, além das filmagens feitas com Judite", explica Rolim.

A universitária tem a síndrome de Larsen, que afeta as articulações e provoca problemas de formação. A deficiência é de difícil diagnóstico e muitas crianças morrem logo após o nascimento. O caso dela só foi diagnosticado há dois meses. Desde criança, Judite aprendeu sozinha a adaptar sua vida à forma do seu corpo. "Talvez os profissionais tenham uma ideia para resolver o caso dela e até se interessem a vir ao Brasil", ressalta o ortopedista.

Apaixonada por matemática, Judite superou várias barreiras para seguir em busca do sonho de entrar na faculdade. Em seu quarto, no Sítio Macambira, no distrito de Riacho do Meio, em São José do Egito, guarda uma medalha de bronze, duas placas de menção honrosa e três certificados de participação na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Movida a desafios, fez questão de participar das olimpíadas enquanto estudava na rede pública.

Leia a matéria completa na edição impressa do Diario de Pernambuco neste sábado

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