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INVESTIGAÇÃO Três policiais são presos por corrupção e lavagem de dinheiro no Agreste Um quarto suspeito também foi detido

Publicado em: 29/11/2017 21:20 Atualizado em:

Prisões aconteceram nas cidades de Caruaru, Gravatá e Garanhuns. Foto: Polícia Civil/Divulgação (Prisões aconteceram nas cidades de Caruaru, Gravatá e Garanhuns. Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Prisões aconteceram nas cidades de Caruaru, Gravatá e Garanhuns. Foto: Polícia Civil/Divulgação

Três policiais civis foram presos durante a operação Bis In Idem, que teve mandados cumpridos pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) nas cidades de Caruaru, Gravatá e Garanhuns, na madrugada dessa quarta-feira. Os agentes trabalhavam no plantão de Caruaru e, de acordo com a Polícia Civil, eles não registravam oficialmente as denúncias de roubos de cargas e veículos, cobrando das vítimas valores indevidos para a liberação dos bens. Os policiais responderão pelos crimes de corrupção passiva, concussão (crime de extorsão cometido por servidores públicos), lavagem de dinheiro, organização criminosa, receptação qualificada e usurpação de função pública. Além dos três policiais, um quarto suspeito foi preso na operação. Os detalhes do esquema de extorsão serão explicados pelos delegados Ramon Teixeira e Guilherme Caraciolo, que conduziram as investigações, nesta quinta-feira. 

Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, sendo três deles contra policiais civis e de um terceiro não policial e 11 mandados de busca e apreensão, além de um mandado de condução coercitiva em desfavor de um soldado da polícia militar. "Nós seremos inflexíveis com esse tipo de comportamento. Estamos trabalhando também com a Corregedoria, que estará instaurando um procedimento administrativo disciplinar contra esses policiais", declarou o chefe de Polícia Civil, Joselito Kherle do Amaral. 

A investigação teve início há cerca de um ano, quando uma das vítimas da quadrilha denunciou o ocorrido. A polícia civil fala em um "grande número de vítimas" já identificadas e suspeita de que a ação tenha iniciado há muito mais tempo. "Com certeza iniciou antes, pelo volume e pelo patrimônio desses policiais", destaca o chefe da Civil.

Após a primeira denúncia, a polícia civil rastreou a evolução patrimonial dos policiais relatados e identificaram a incompatibilidade entre a renda oficial e os bens pertencentes a eles. "O crime cometido é também de lavagem de dinheiro, porque eles pegavam esse dinheiro e transformavam em imóveis e móveis, como veículos. São valores tão altos que solicitamos o sequestro desses bens pelo poder judiciário. Esses bens hoje estão apreendidos", afirma Joselito Amaral. Sob posse dos policiais foram apreendidos seis veículos roubados, entre caminhonetes e caminhões e duas armas, uma pistola e uma espingarda calibre 12. Também foi localizado em Caruaru um depósito de veículos, que estão sendo vistoriados pela corporação  para identificar se são produtos de crimes ou não. 

A partir de agora a Polícia Civil trabalhará com a identificação das vítimas e de outros envolvidos na quadrilha. Será oferecido aos acusados o instituto da delação premiada. A PC espera que com esses depoimentos consigam desvendar toda a atuação da organização criminosa e a possível participação de outros policiais civis e militates. 


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