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Balanço Ceatox registra aumento de 50% nos casos de intoxicação e acidentes com animais em 2016 Ao todo, o Ceatox realizou 22.726 atendimentos em 2016, um aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2015

Publicado em: 17/01/2017 08:09 Atualizado em: 17/01/2017 08:18

O Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (Ceatox-PE) registrou durante todo o ano de 2016, 4.109 atendimentos envolvendo acidentes com animais peçonhentos (1.898) e intoxicações (2.211). O quantitativo é 50% maior do que o registrado em 2015, com 2.735 casos (1.213 de acidentes e 1.522 de intoxicação). Ao todo, o Ceatox realizou 22.726 atendimentos em 2016, um aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2015, com 16.172.
 
"O trabalho de divulgação do Ceatox tem refletido no aumento de chamadas para o nosso 0800. É importante que todos os pernambucanos saibam da existência do Centro para tirar as dúvidas sobre acidentes com animais peçonhentos e intoxicação, o que é essencial para evitar sequelas e até mesmo a morte do paciente", diz a coordenadora do Ceatox, Lucineide Porto. Por meio da central de teleatendimento, é possível saber os procedimentos iniciais para a vítima e qual a unidade de saúde mais próxima para aquele tipo de caso.
 
Animais peçonhentos
Dos 1.898 atendimentos de acidentes com animais peçonhentos, 1.179 (62,1%) foram por picada de escorpião. "Crianças de até 12 anos, precisam procurar imediatamente uma unidade de saúde que tenha o soro para escorpião. Já adultos precisam ser atendidos para tratar apenas da dor local", ressalta Lucineide. Em segundo lugar nos casos de acidente, estão as picadas por serpentes, totalizando 424 (22,4%). "Ainda em casa, a vítima pode lavar o local apenas com água e sabão e seguir para uma emergência. Não é indicado fazer torniquete, tomar qualquer tipo de remédio e colocar álcool e querosene no local", avisa a coordenadora.
 
Intoxicações exógenas
No caso das intoxicações, com 2.211 ocorrências, lidera o ranking a ingestão de medicamentos, com 1.015 casos (45%). Em seguida, vem os casos de intoxicação por agrotóxico agrícola utilizado clandestinamente como raticida (chumbinho), com 355 (16%). "O chumbinho não é eficaz contra as colônias de rato. Esse produto ainda é perigoso para os seres humanos, pois sua ingestão pode causar o óbito em poucas horas", avisa Lucineide. Ela ressalta também que o comércio desse agrotóxico como raticida doméstico é enquadrado como uma atividade ilícita e criminosa.
 
Óbito
Dos atendimentos realizados pelo Ceatox, 83 pacientes vieram a óbito. O número é 62% maior que em 2016, com 51 mortes. A maioria das ocorrências foi por agrotóxico agrícola (chumbinho): 49 casos. Em seguida, as mortes por medicamento e serpente, com 10 casos cada.


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