• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
Desperdício está banalizado nas ruas e condomínios da RMR Falta de informação e maus hábitos de utilização elevam as contas de água e agravam risco de desabastecimento

Publicado em: 27/03/2015 15:47 Atualizado em: 27/03/2015 16:05

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Foto: Arquivo/Agência Brasil

Se o olhar estiver atento, um passeio pelas ruas pode revelar flagrantes de desperdício de água. Na Avenida Boa Viagem, por exemplo, em uma manha de março, dia útil, vimos mangueiras no chão, jorrando água, enquanto zeladores de alguns prédios faziam a limpeza da entrada e escadaria dos edifícios. Em outro ponto, água limpa escoando paras galerias revelando algum vazamento nos luxuosos prédios. Na praia, chuveirões ligados para ninguém.

Caminhando em direção ao mar e abordando barraqueiros a reportagem observou que não há controle algum sobre este bem tão precioso. Um dos vendedores conta que ele e mais seis barraqueiros se juntaram para fazer um poço, compraram uma bomba e têm usado a água para aliviar o calor dos banhistas com os chuveirões, além de lavar cadeiras e guarda-sóis. Alguns deles, ao notar as lentes do fotógrafo focando no desperdício, correram para desligar as torneiras. Outros, mostravam a completa falta de conhecimento sobre a crise hídrica que o país e o mundo vêm enfrentando.

“Eu pensei que não tivesse problema deixar o chuveiro aberto porque está indo pra areia da praia mesmo. E não vai para os mesmos lençóis que o poço vai puxar?” , argumenta um dos barraqueiros. Segundo ele, a conta de energia desde a chegada do poço “nem sai cara”. Mensalmente pagam uma média de R$ 350 para ser dividido por sete pessoas. O grande problema está em as pessoas não entenderem que não se trata do dinheiro, mas de um bem finito.

Em contraste com tanto desperdício, zeladores do edifício Zara, também na Avenida Boa Viagem, foram orientados pelo condomínio a esquecer a mangueira. Moradores do prédio se cotizaram para comprar um equipamento de jato d'água, também chamado de lavadora de alta pressão, com o objetivo de reduzir a conta do condomínio. Mas mais do que isto, o equipamento evita desperdício e torna a limpeza mais rápida e sustentável.

Para áreas menores, um balde e panos úmidos são opções também sustentáveis. Já quando se trata de estacionamentos, escadarias e pátios a lavadora de alta pressão faz a diferença também para o meio ambiente. Informações sobre o produto garantem que a economia de água chega a 80% em relação a uma mangueira comum. Isso significa uma redução de aproximadamente 140 litros por hora de uso, graças ao motor interno que pressuriza o jato d'água com mais força e menos quantidade de líquido.

No edifício Zara, o efeito da compra do equipamento já pode ser visto na conta de água e na rapidez com que os zeladores terminam o serviço. "Em meia hora termino tudo e fica tudo seco rapidinho porque a água praticamente não escorre. É ótimo e ainda evita acidente na escada e na rampa. Com a magueira, além de demorar demais para terminar, gastava umas sete vezes mais de água do que gasto agora", contou satisfeito "Seu Paulo", o zelador.



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.