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Cataratas » Foz do Iguaçu: uma maravilha de natureza Quedas d´água, rotas com borboletas e quatis fazem do roteiro um destino deslumbrante e único

Marcionila Teixeira

Publicação: 07/05/2018 10:00 Atualização: 07/05/2018 10:13

Ao contemplar a natureza, muitos turistas aproveitam para fazer agredecimentos à vida. Foto: Tiago Caramuru/Divulgação
Ao contemplar a natureza, muitos turistas aproveitam para fazer agredecimentos à vida. Foto: Tiago Caramuru/Divulgação

Nunca aceite o convite para vestir uma capa plástica ao aventurar-se nas Cataratas do Iguaçu. Eleitas como uma das Sete Maravilhas da Natureza, as quedas d’água são a principal atração turística de Foz do Iguaçu, no Paraná, na região Sul do país. O acessório é vendido na entrada do parque para o turista menos disposto a se molhar durante a trilha. Bobagem. Um dos melhores momentos da visita é receber os respingos da nuvem de água formada a partir da Garganta do Diabo, a queda com maior fluxo entre as 275 quedas. Um momento emocionante até para os mais descrentes. 

A dica para curtir o visual das cachoeiras é seguir as trilhas repletas de borboletas e quatis e parar no maior mirante, o da Garganta do Diabo, para se refrescar depois de uma caminhada calorenta. É o melhor lugar para fazer fotos, vídeos e para observar a imensidão de natureza. Tem quem agradeça a oportunidade, de acordo com as próprias crenças. Para as religiões afrodescendentes, por exemplo, Oxum é um orixá feminino das águas doces. 

A queda tem 150 metros de largura e 80 metros de altura. Diz a lenda que a índia Naipi foi prometida ao deus M’Boy, mas um guerreiro chamado Tarobá apaixonou-se por ela e um dia o casal fugiu. Furioso, M’Boy penetrou as entranhas da terra e retorceu o corpo, produzindo a fenda onde está a catarata. 

Ao longo da caminhada para observar as quedas, é melhor não se alimentar, pois isso chama a atenção dos quatis. Eles são muitos e se aproximam para roubar o alimento humano que, na verdade, também não faz bem a ele. Placas avisam que o animal pode morder e transmitir a raiva. No mais, ele é um fofo. 

Como estamos em um paraíso natural localizado dentro do Parque Nacional do Iguaçu, criado em 1939 e eleito Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco em 1986, respeitar o meio ambiente é lei. Portanto, nada de jogar moedas nas cachoeiras. As moedas contaminam a água e ainda são engolidas por patos mergulhões. Casais apaixonados até tentaram colocar cadeados do amor ao longo do gradil, assim como há em Londres. A expressão apaixonada, no entanto, também é proibida. Fumar está descartado. A liberdade maior do lugar é observar a natureza. 

O parque fica a 17 km do centro de Foz do Iguaçu e a apenas 5 km do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. O percurso até lá é feito pela Avenida das Cataratas, onde o turista também pode conhecer um Ice Bar, o Parque das Aves, o Vale dos Dinossauros, o Museu de Cera Dreamland e ainda contratar um voo sobre as cachoeiras. Outra ideia para quem gosta de aventura mais radical é percorrer as águas com um barco da Macuco Safari ou descer em um rapel a 55 metros de altura. Mais informações sobre o parque podem ser obtidas no www.cataratasdoiguacu.com.br. 

Foz tem fronteira com a Argentina e com o Paraguai. Então, vale aproveitar a viagem para conhecer a natureza do Parque Nacional Iguazú, do lado argentino, e cruzar a Ponte da Amizade para chegar ao Paraguai e exercer o lado mais consumista da viagem. Os moradores de Foz vivem de turismo, bares e hotéis. O município não tem agricultura forte. Hoje convivem em Foz 72 etnias, entre chineses, indianos, libaneses e paraguaios. 

Shows dançantes e visita à Usina são passeios alternativos 

Apresentações são oferecidas aos turistas como opção de passeios. Foto: Divulgação
Apresentações são oferecidas aos turistas como opção de passeios. Foto: Divulgação

Outro destino possível para quem visita Foz do Iguaçu é conhecer a Usina Hidrelétrica de Itaipu, localizada no Rio Paraná, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. A Itaipu Binacional é operadora da usina, responsável por 17% do abastecimento de eletricidade do Brasil e por 76% do fornecimento ao Paraguai. 

A ideia do passeio é percorrer o coração da usina, tomada por equipamentos modernos e composta, obrigatoriamente, por funcionários dos dois países. No tour, é possível observar a sala de comando central, dividida por uma fronteira simbólica onde o visitante fica, ao mesmo tempo, no Paraguai e no Brasil. 

Tudo é muito grandioso e o visitante precisa estar preparado para entrar em ambientes barulhentos e quentes. Em um certo momento, por exemplo, o turista é convidado a ver de perto a atividade do rotor de uma das unidades geradoras. Ele pesa 1,7 milhão de  quilos, o que equivale ao peso de mil carros de grande porte. Não é um passeio dos mais agradáveis para quem tem medo de altura ou claustrofobia, por exemplo. 

O lado mais agradável da visita, sem dúvida, é observar o bosque plantado aos poucos por trabalhadores e a visão da usina a partir do mirante central. Outra proposta é apreciar o vertedouro da usina, mas ele abre apenas em 10% do ano e as datas não são previsíveis. É contar com a sorte. 

A noite de Foz oferece também um show latino-americano inusitado, que até entrou para o Guinness World Records como o maior número de danças nacionais apresentadas em um jantar com show. Os dançarinos e dançarinas apresentam expressões culturais da Argentina, Paraguai, Colômbia, Peru, Uruguai, Chile, México e Brasil em uma única noite. 

Os trajes são típicos dos países e os shows mais aplaudidos são o tango argentino e a dança e música mexicanas. A bola fora fica para a apresentação do Brasil, onde mulheres negras são apresentadas como “mulatas”. O termo remete à mula, é racista e relega à mulher negra o papel de objeto sexual à disposição do homem. No show, inclusive, homens são chamados ao palco para dançar com as “mulatas”. Enquanto isso, nas mesas, desfila um variado rodízio de carne. 

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