Coreia do Sul Comer, vestir e amar. Em Seul, não faltam opções para se divertir De produtos de beleza a gastronomia picante, é possível comprar de tudo. O comércio funciona madrugada a dentro

Por: Gabriela Walker - Correio Braziliense

Publicado em: 30/08/2016 09:24 Atualizado em: 29/08/2016 17:06

Movimentada Myeongdong, uma das mais famosas ruas da capital, oferece dezenas de opções de presentes e lembrancinhas. Foto: Gabriela Wlaker/CB/D.A. Press
Movimentada Myeongdong, uma das mais famosas ruas da capital, oferece dezenas de opções de presentes e lembrancinhas. Foto: Gabriela Wlaker/CB/D.A. Press

A Coreia do Sul é conhecida mundialmente pela qualidade de seus cosméticos e uma visita a Seul é a chance perfeita para renovar o estoque com os cremes e maquiagens que preenchem as prateleiras das asiáticas. As marcas são muitas e os preços variam, mas, em geral, é possível encontrar famosas máscaras coreanas no estilo A pele que habito por até 2 mil won (algo em torno de R$ 6).

Para quem não é fã de cosmético, a movimentada Myeongdong, uma das mais famosas ruas da capital, oferece dezenas de opções de presentes e lembrancinhas. Os regalos cabem em todos os bolsos. Produtos do tipo “Made in China”, são vendidos em barraquinhas montadas na rua, que ficam abertas inclusive durante a madrugada. Em lojas físicas, marcas internacionais como GAP, H&M e Zara, assim como locais como Bean Pole e 8seconds também deixam as portas abertas madrugada a dentro. Estima-se que cerca de dois milhões de pessoas passem por Myeongdong diariamente, entre turistas e locais.

O lado mais tradicional de Seul pode ser visto (e comprado) em Insadong, conhecida por representar a cultura do passado e do presente em um só lugar. Durante a ocupação japonesa de 1910 a 1945, muitos coreanos abastados foram forçados a se mudar e passaram a vender seus bens nessa região. Com isso, Insagong se tornou um foco do comércio de antiguidades. Após o armistício assinado com a irmã do norte (1953), a área passou a abrigar artistas locais e se popularizou entre os estrangeiros com os Jogos Olímpicos de 1988, realizados em Seul. Na principal rua da região, Insadong-gil, comércios oferecem trajes tradicionais, chás, roupas e acessórios feitos por produtores locais, com um ar muito mais charmoso que a popular Myeongdong. Aqui também é possível comprar chaveiros, imãs e meias pelo mesmo preço camarada.

Um dos pontos mais frequentados por turistas ocidentais, é Itaewon, que concentra marcas como Nike e Adidas e atrai os locais mais moderninhos. Itaewon é conhecido como o “bairro estrangeiro” por concentrar uma forte influência de culturas de todo o mundo. Além do comércio, a região é conhecida pela cozinha internacional e pela vida noturna.

População de gosto quente
Bem apimentada, a culinária coreana costuma ser acompanhada pelo kimshi, acelga fermentada. Foto: Ana Clara Brant/CB/D.A. Press
Bem apimentada, a culinária coreana costuma ser acompanhada pelo kimshi, acelga fermentada. Foto: Ana Clara Brant/CB/D.A. Press

A quantidade de pimenta usada na culinária coreana não é para iniciantes. Enquanto adoradores da especiaria se deleitam com pratos extra-quentes, quem não curte pimenta pode acabar com a boca em chamas. A parte positiva é que praticamente todos os restaurantes abastecem as mesas com jarras de água, a negativa é que a maioria dos garçons e dos donos de estabelecimentos não falam muito inglês, o que dificulta a escolha de um prato mais “brando”.

Uma das principais iguarias do país e, certamente, o prato mais frequente em mesas de toda a Coreia chama-se kimchi, um acompanhamento tradicionalmente feito de acelga fermentada e em salmora. Os coreanos comem kimchi nas três maiores refeições do dia e defendem que o alimento regula o colesterol, elimina toxinas e protege a saúde.

A dieta coreana tradicional é balanceada e rica em vegetais e alimentos fermentados. Um dos exemplos é o doenjang, uma espessa pasta de soja, produto da fermentação do grão, que pode ser usada para temperar caldos, carnes e verduras ou, para os mais fortes, consumida em natura. Um dos pratos locais mais conhecidos é o bibimbap: arroz, cogumelos, ovo e legumes servidos em uma mesma cumbuca, onde mistura-se tudo antes de comer.

Um prato que pode parecer pouco apetitoso aos olhos não acostumados é o samgyetang, uma espécie de sopa de “frango com tudo dentro”. Não se assuste ao ver o frango inteiro depositado a sua frente. A sopa é, na verdade, deliciosa e é vista pelos coreanos como um prato reconfortante. O samgyetang é um típico prato de verão e é preparado com um frango pequeno estufado com arroz doce, alho, gengibre, ginseng e jujubas (esqueça a balinha, essas jujubas são frutas, também chamadas de tâmaras chinesas).

Para quem quiser se aprofundar nos sabores e nas especiarias locais, o K-Style Hub oferece um interessante tour pelos pratos e ingredientes coreanos, com displays tecnológicos e a possibilidade de provar alguns temperos. A entrada é gratuita e o local também disponibiliza aulas de culinária, que devem ser agendadas com antecedência, com preços pré-estipulados. Uma visita ao K-Stayle Hub inclui um momento turistão, com direito a fotografias estilizadas com hanbok - roupas tradicionais, que você pode provar no local.

Para saber mais

Cultura musical

Foto: Big Bang/Reprodução
Foto: Big Bang/Reprodução

Seul também é a meca dos fãs de K-pop e itens ligados a bandas, como a Big Bang e séries, que são encontrados aos montes em praticamente qualquer ponto comercial. A variedade vai de cadernos a leques, de capas de celular a baralhos e, claro, cosméticos. Na capital, K-pop está em todo lugar.

* A repórter viajou a convite da Embaixada da Coreia do Sul

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