MONUMENTOS Preservar a história é um dos objetivos do título de Patrimônio Cultural Com beleza natural incomparável, o Rio de Janeiro está incluído na lista da Unesco, assim como Goiás Velho, a primeira capital do estado de Goiás, que fica a pouco mais de 300km de Brasília

Por: Iana Caramori - Especial para o Correio - Correio Braziliense

Publicado em: 09/08/2016 10:20 Atualizado em: 08/08/2016 18:15

A Cidade de Goiás, da poetisa Cora Coralina, é outro patrimônio cultural . Foto: Renato Alves/CB/D.A. Press
A Cidade de Goiás, da poetisa Cora Coralina, é outro patrimônio cultural . Foto: Renato Alves/CB/D.A. Press

A Cidade de Goiás, mais conhecida como Goiás Velho, foi a primeira capital do estado e tem sua história ligada à dos bandeirantes. A arquitetura da cidade mineradora é modesta e uma adaptação dos modelos de construção portuguesa para as realidades daquela região. Desde 2001, o centro de Goiás Velho é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade. E esse não é o único título do lugar: o Iphan tombou a região em 1978.

Queridinha dos turistas

O Rio de Janeiro, cidade-sede das Olimpíadas, é referência para turistas do mundo todo. Foto: Alexandre Macieira/VisitRio
O Rio de Janeiro, cidade-sede das Olimpíadas, é referência para turistas do mundo todo. Foto: Alexandre Macieira/VisitRio

O Rio de Janeiro não precisou do título de Patrimônio Mundial para se tornar conhecido ao redor do globo. No exterior, quando se fala em Brasil, a primeira coisa que vem à cabeça é a cidade carioca. Locais como o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, a praia de Copacabana e a Baía de Guanabara foram importantes para a entrada do Rio na lista da Unesco. As diversas manifestações culturais e a identidade cultural da cidade também fizeram parte do critério de escolha.

Metade brasileira, metade argentina
Foto: Germano Roberto/Wikimedia Commons
Foto: Germano Roberto/Wikimedia Commons

As Missões Jesuítas Guaranis fazem parte dos Patrimônios Culturais da Humanidade transfronteiriços —  são 34 ao todo. O conjunto, que está em territórios brasileiro e argentino, evidencia a ocupação e a interação cultural entre guaranis e jesuítas.

No Brasil, estão as ruínas de São Miguel das Missões, compostas pelo corpo principal da igreja, campanário, sacristia, partes das construções conventuais, fundações de habitações indígenas, praça, horto e canalizações pluviais. Objetos sacros também foram encontrados na região. Do lado argentino, estão as ruínas de San Ignacio Miní, Santa Ana, Nuestra Señhora de Loreto e Santa María la Mayor.

» Para saber mais

Título perdido

A lista de Patrimônio Cultural da Humanidade tem várias subcategorias. Entre elas, os sítios em perigo de serem danificados ou destruídos. Dois exemplos são a barreira de corais de Belize e Potosí, na Colômbia. Além disso, dois locais já foram retirados da listagem. O Vale do Rio Elba —  em Dresden, na Alemanha — perdeu o título de Patrimônio Mundial em 2009, por causa da construção de uma ponte. E, em 2007, o Santuário do Órix da Arábia, localizado em Oman, foi retirado da lista após o governo do país decidir diminuir a área de proteção em 10%.

Sítios do Patromônio Cultural

» Complexo da Pampulha (2016)
» Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar (2012)

» Praça de São Francisco, na cidade de São Cristóvão, Sergipe (2010). Foto: Wellington Barreto/Governo de Sergipe
» Praça de São Francisco, na cidade de São Cristóvão, Sergipe (2010). Foto: Wellington Barreto/Governo de Sergipe

» Centro Histórico da Cidade de Goiás (2001)
» Centro Histórico da Cidade de Diamantina, Minas Gerais (1999)
» O Centro Histórico de São Luiz do Maranhão (1997)

Foto: Claudia Regina/Flick
Foto: Claudia Regina/Flick

» O Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, Minas Gerais (1985)
» O Centro Histórico de Salvador, Bahia (1985)
» As Missões Jesuíticas Guarani, Ruínas de São Miguel das Missões, Rio Grande de Sul e Argentina (1983)
» O Centro Histórico de Olinda, Pernambuco (1982)
» A Cidade Histórica de Ouro Preto, Minas Gerais (1980)

Fonte: Ministério da Cultura

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