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| Alberto Feitosa, secretário de turismo de Pernambuco, elege Fernando de Noronha como destino obrigatório a quem vem a Pernambuco. Foto: Juarez Ventura/Divulgação |
Nas Olimpíadas 2012, Alberto Feitosa, secretário de turismo de Pernambuco, marcou presença em Londres, com a missão de promover o estado para a imprensa e os operadores de viagem internacionais. Tamanha experiência no ramo do turismo o fez desenvolver um olhar mais crítico em relação a destinos de viagem, dentro e fora de Pernambuco. Em um bate-papo informal com o
Pernambuco.com, o secretário diz que Pernambuco e Bahia serão os grandes beneficiados pela Copa de 2014, que devemos nos inspirar no profissionalismo turístico de Gramado (RS) e que, destino de viagem como Fernando de Noronha, não há.
Por ser secretário de turismo de Pernambuco, sua visão, como turista, ao chegar a um novo destino, é diferente? Como você analisa o lugar visitado?Eu tento desfrutar do que o destino oferece, mas sempre com um olhar mais crítico. Tento ver o que poderia estar melhor, tento absorver o máximo de informação. A primeira coisa que analiso é a limpeza local. Depois, a forma como as pessoas nos dão a informação
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Quais os fatores mais importantes na hora de organizar uma viagem? Gosta de participar do planejamento?Na vida íntima, minha esposa, Adriana, é quem organiza. Discutimos o que queremos, se vamos a restaurantes, a teatros, às compras. No trabalho, esse papel de planejar cabe a Luciana Fernandes, gerente de marketing. Quando fica tudo pronto, analiso, sugiro, converso. Mas quase nunca é preciso fazer alterações. Normalmente, peço que o primeiro dia de viagem seja mais tranquilo, para nos adaptarmos ao fuso horário. Depois, partimos para os passeios. E, mais para o final, vamos às compras.
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| Paisagem paradisíaca do arquipélago de Fernando de Noronha. Foto: Ministério do Turismo/Divulgação |
Que destinos o senhor visitou e recomendaria a quem viesse a Pernambuco?Depende do que o turista quer visitar. Falando em praia, Fernando de Noronha é o que mais se destaca. Por mais que você viaje o mundo todo, não vai encontrar nada igual a Noronha. Fui lá recentemente e, além das belezas naturais, me impressionou a qualidade do serviço. Da gastronomia variada ao profissionalismo dos mergulhadores. Se a ideia a ir ao interior, gosto muito de Gravatá. Passear pela polo moveleiro, encontrar algum item do artesanato local, almoçar em um dos restaurantes. Sem falar que a BR-232 está excelente para se trafegar. E, historicamente falando, Olinda é algo que também precisa ser visitado.
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| Vista do Alto da Sé, em Olinda. Foto: Jaqueline Maia/DP/D.A Press |
Podendo escolher, prefere viajar para o litoral ou para o interior do estado?Sou dividido quanto a isso. Adoro ir ao interior, mas meus três filhos (Felipe, 19, Beatriz, 10, e Luiza, 8) preferem o litoral. Então, tentamos aproveitar os dois destinos. No verão, vamos a Muro Alto. No meio do ano, subimos a serra em direção a Gravatá e Garanhuns.
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| Suíte de luxo do hotel Atlante Plaza, na orla de Boa Viagem. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press |
O que o senhor destacaria em termos de hospedagem em Pernambuco?No Recife, o Atlante Plaza é o que melhor traduz a orla de Boa Viagem, tendo, inclusive, um elevador panorâmico em frente ao mar. No litoral sul, gosto do charme e da arquitetura do Nannai Beach Resort, na praia de Muro Alto. E no interior do estado, vou ao Portal de Gravatá pela variedade de entretenimento que eles oferecem às crianças, da pescaria à quadra de futebol.
Quer conhecer outras opções de hospedagem classe A no Recife? Leia aquiNo Brasil, qual destino já visitado pode servir de modelo ao que se pretende para o turismo pernambucano? Gramado. Pelo profissionalismo desde que você entra na cidade, pela forma como as pessoas tratam os turistas, pela limpeza, organização e finalização. É o exemplo maior dentro do país. É uma relação de sucesso, porque a cidade entendeu que vive do turismo.
Antes e depois da Copa do Mundo de 2014, haverá muita diferença para quem visitar o estado? O que deve ser acrescido ao nosso panorama atual? Essa é uma mudança paulatina, que vem acontecendo no Brasil todo. As pessoas estão começando a entender que o turismo não é só lazer, mas uma atividade de negócio que gera renda e emprego. Essa consciência, mais do que as obras, vai ser o grande legado da Copa. Além disso, é a chance de o mundo conhecer o Brasil que existe além do Rio de Janeiro. E acredito que o Nordeste, principalmente Pernambuco e Bahia, vão ser os grandes beneficiados. Pela carga cultural, variedade de passeios e infraestrutura que possuem. O mundo vai conhecer o Nordeste. Depois da Copa na África do Sul, por exemplo, o fluxo turístico aumentou 26% naquele país. Queremos o mesmo.
Esta matéria tem: (1) comentários
Autor: Luiz Borges
Esse secretário só pode estar brincando com a nossa cara, a cidade está abandonada, lixo por toda parte, estradas esburacadas, calçadas não existem, esgôto correndo pelas ruas, praças mal conservadas, calçadão de Boa Viagem dando pena, não vou nem falar de Fernando de Noronha, tome vergonha cabra ! | Denuncie |