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#PernambucoMelhor Técnica promove pigmentação de aréolas e mamilos em pacientes que fizeram mastectomia

Por: Marília Simas

Publicado em: 20/11/2015 16:49 Atualizado em:

 (Crédito: Marília Simas)
Resgatar a autoestima de mulheres que tiveram câncer de mama foi o principal objetivo do serviço voluntário realizado pela micropigmentadora Glauce Melo. Há quinze anos, ela vai uma vez ou duas vezes por semana ao Hospital Barão de Lucena (HBL), localizado no bairro da Iputinga, para fazer o bem. Após a realização da cirurgia para reconstituição da mama, a maioria das pacientes são encaminhadas ao processo de pigmentação das aréolas e dos mamilos, trabalho oferecido gratuitamente por Glauce que ajuda todos os meses de seis a oito pacientes que passaram pelo processo cirúrgico.

De acordo com Glauce Melo, a ideia de ajudar pessoas que tiveram câncer surgiu a partir do momento que o pai dela também descobriu a doença. "Meu pai teve câncer de garganta e quando a gente descobriu, comecei a pensar de que forma eu poderia ajudar outras pessoas que estavam passando pela mesma situação. Foi quando conversei com o doutor Darley Filho, que é chefe de mastologia do Barão de Lucena e ele falou das dificuldades das mulheres que passam pela mastectomia. Foi a partir daí que resolvi fazer esse trabalho", explicou.

A técnica de micropigmentação é simples, semelhante ao processo de pigmentação de design de sobrancelhas, e dura em média uma hora. Segundo a paciente do Barão de Lucena, Luciene Patrício, de 48 anos, a descoberta do câncer de mama aconteceu de forma muito rápida e assim que ela teve o diagnóstico, precisou passar pelo processo cirúrgico para a retirada da mama. "Tudo começou quando notei que estava saindo sangue pelo bico da minha mama, depois apareceram os nódulos. Na outra semana, já fui submetida à cirurgia", falou.

Para Luciene, ter feito a pigmentação das aréolas ajudou e muito na retomada e conquista da autoestima. "O resultado foi muito bom, ficou muito bonito e parece que é natural. Desde que eu fiz a pigmentação, passei a me sentir melhor. Foi uma benção e só tenho que agradecer ao doutor Darley e a Glauce por terem me ajudado a enfrentar esse processo que às vezes é tão doloroso", disse.

Para a micropigmentadora Glauce Melo, a maior satisfação é ver que o trabalho que ela está realizando está devolvendo sorrisos a centenas de mulheres. "Com esse trabalho passei a sentir as pessoas dentro de mim, passei a entrar no universo delas. E tudo isso faz você enxergar o mundo com outros olhos. Essa doença do meu pai foi muito especial para mim, porque a lição que fica é que a gente aprende a dosar e ver que nem sempre os nossos problemas são tão grandes quanto parecem ser", finalizou.


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