Amortização de dívidas A melhor forma para quitar os débitos antigos sem precisar de um novo empréstimo

Débora Eloy
Especial para o Diario
debora.eloy@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 11/03/2017 03:00

Tiago exemplifica as formas para amortizar as dívidas (Bernardes Comunicacao/Divulgação)
Tiago exemplifica as formas para amortizar as dívidas
O acúmulo de dívidas entre os brasileiros vem aumentando, ainda mais com a crise que o país enfrenta, tornando os débitos muitas vezes difíceis de serem pagos. Para tentar diminuir os gastos dos brasileiros, o governo federal liberou o saque do FGTS inativo, com o principal intuito de amortizar essas dívidas.

A amortização nada mais é do que a extinção de uma pendência através de pagamentos feitos periodicamente, ou seja, quitando-a paulatinamente. A forma como os pagamentos são realizados é calculada por meio de um planejamento, onde cada prestação corresponde à soma do reembolso do capital ou do pagamento dos juros do saldo devedor, podendo ser o reembolso dos dois. “Os pagamentos são calculados através de um planejamento financeiro. Ou você paga o total de uma vez só somando os juros, ou paga esporadicamente parte do capital mais parte dos encargos”, esclarece o analista financeiro e professor do Centro Universitário FG Tiago Monteiro.

Na amortização, cada parcela toma como referência o valor total da dívida, incluindo juros, impostos e todos os demais encargos. Essas parcelas podem ser fixas ou variáveis, de acordo com a tabela utilizada. “No total são quatro formas de parcelamento dos encargos que devem ser determinadas junto ao banco responsável”, revela Tiago.

Uma delas é a tabela Price, onde as prestações calculadas são constantes e o valor de cada uma não muda de acordo com o tempo. “A parte do montante inicial mais os juros já foram calculados. Como, por exemplo, na compra de um carro onde as parcelas são constantes”, esclarece o especialista.

Já na tabela SAC (Sistema de Amortização Constante), muito comum em financiamentos imobiliários, as parcelas têm valores decrescentes, ou seja, vão diminuindo até chegar à última. “Nessas parcelas também já estão embutidos o capital total mais os juros da dívida”, afirma Tiago.

Outra forma de pagamento que não é tão comum é o sistema americano, que é caracterizado pelo pagamento mensal equivalente apenas aos juros. “O financiador quita os encargos e ao final do período precisa arcar com o valor do montante de uma vez”, esclarece o economista.

Além do americano, outro sistema que ainda não é difundido no Brasil é o pagamento único. Nessa modalidade o cliente paga ao final de um período preestabelecido o valor total da dívida mais o montante de juros. “Esta forma está começando a ser utilizada agora, já que dessa maneira o financiador pode acumular o dinheiro suficiente para quitar o débito”, afirma Tiago. O economista ainda alerta para os perigos que essa modalidade pode desencadear para as instituições de financiamento. “Dependendo da relação, os juros podem ser maiores ou menores, já que o risco de inadimplência é maior”, conclui.

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