Garantia para o seu dinheiro Se o banco onde você deposita suas economias declarar falência, existe uma maneira de recorrer

Débora Eloy
Especial para o Diario
debora.eloy@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 28/01/2017 09:00

A forma mais comum de juntar dinheiro para o brasileiro é abrir uma poupança. Fazer aquele planejamento a longo prazo e economizar para realizar um sonho de consumo é, aparentemente, a maneira mais segura. Desde aqueles objetivos mais simples, como comprar um celular novo, até adquirir a casa própria, a resposta parece ser economizar e guardar o dinheirinho longe do bolso.

A poupança é ideal para aqueles que não dispõe de muita quantia para investir e não possuem a experiência necessária para recorrer a bolsas de valores. Outras formas de aplicação, geralmente, cobram taxas de administração, o que poderia ocasionar a perda total da rentabilidade.

Mas quando esse controle financeiro é feito através de um banco existe sempre o risco da economia ter uma queda e a instituição declarar falência. Porém, dependendo do tipo de aplicação realizada, há uma garantia, o Fundo de Garantia de Crédito (FGC). Toda instituição financeira tem que contribuir com a reserva, pois o valor é revertido, em caso de falência do banco, para os investidores não perderem suas economias.  “O FGC é a segurança que os bancos dão aos clientes que desejam aplicar seu dinheiro”, afirma o professor de economia da Faculdade dos Guararapes Roberto Ferreira. A instituição que cuida do recebimento desses valores trabalha apenas para administrar a garantia de receber o dinheiro investido de volta.

Está assegurado para cada pessoa (CPF) e por instituição até R$ 250 mil. “Há dois anos o valor estipulado era de apenas R$ 70 mil”, afirma Roberto. Dessa forma, uma dica dada pelo professor é dividir as economias em mais de um banco. “Se a pessoa tem cerca de R$ 1 milhão ela pode depositar R$ 250 mil em quatro bancos diferentes, dessa forma ao menos o investidor não tem nenhuma perda maior além do acumulado pelos juros”, comenta.

Algumas aplicações que são garantidas, além da poupança, pelo FGC são letra de crédito imobiliário e do agronegócio, certificados e recibos de depósito bancário, depósitos à vista e letras imobiliárias e hipotecárias. Tesouro Direto também não tem a segurança do fundo, mas nesse caso é apenas se o governo falir. “Outra forma de aplicar o dinheiro que não dá direito ao seguro são as bolsas de valores, por isso o risco nesse tipo de investimento”, comenta Roberto.

Para receber o dinheiro do FGC, o investidor que sofreu com a quebra do banco precisa comparecer a uma agência bancária designada pelo fundo pessoalmente.

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