Repercussão Silas Malafia se pronuncia sobre declaração de Eduardo Bolsonaro sobre liberação de Lula

Publicado em: 02/03/2019 11:34 Atualizado em:

Pastor afirmou que falta compaixão à Eduardo Bolsonaro. Foto: Lula Marques / Divulgação
Pastor afirmou que falta compaixão à Eduardo Bolsonaro. Foto: Lula Marques / Divulgação
O pastor e presidente da igreja evangélia Assembleia de Deus, Silas Malafaia, se pronunciou no Twitter a respeito da postagem realizada pelo filho do atual presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

O pastor declarou que Eduardo possui falta de compaixão ao afirmar que a liberação do ex-presidente Lula para comparecer ao velório do neto de 7 anos seria uma fogar de "posar de coitado" para a mídia e para a população.

Silas ainda afirmou que Bolsonaro "perdeu uma ótima oportunidade de ficar de boca fechada na questão que envolve o funeral do neto de Lula" e emendou, "o sábio Salomão já dizia que até o tolo quando se cala, se passa por sábio".

Entenda o caso

Para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Jair Bolsonaro, o debate acerca da possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixar a prisão em Curitiba para acompanhar o sepultamento de um parente só coloca o petista "em voga posando de coitado". Lula perdeu nesta sexta (1º) o neto Arthur, de sete anos, vítima de uma meningite.

O comentário foi feito no Twitter, em resposta do deputado a um usuário que publicou uma enquete a seus seguidores para opinarem sobre o tema. "Lula é preso comum e deveria estar num presídio comum", escreveu Eduardo. "Quando o parente de outro preso morrer ele também será escoltado pela PF para o enterro? Absurdo até se cogitar isso, só deixa o larápio em voga posando de coitado."

Lula pediu à Justiça para deixar a prisão temporariamente para se despedir do neto. Anteriormente, a Justiça negou pedido semelhante feito pela defesa de Lula quando da morte de seu irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, no mês passado. Na ocasião, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli interveio e liberou a ida de Lula a um encontro com familiares, mas a decisão foi tornada pública no mesmo momento em que o corpo de Vavá era sepultado.

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