obras públicas PF deflagra operação contra suspeitos de fraudes em licitações no Agreste

Por: José Matheus Santos

Publicado em: 21/02/2019 09:23 Atualizado em: 21/02/2019 11:24

Documentos foram apreendidos por agentes da PF durante a realização da Operação (Foto: Divulgação / Assessoria Polícia Federal)
Documentos foram apreendidos por agentes da PF durante a realização da Operação (Foto: Divulgação / Assessoria Polícia Federal)


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Pescaria I em Agrestina, no Agreste do estado. Segundo a PF, a ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes de licitações. 

A ação conta com apoio da Controladoria-Geral da União. Foram expedidos três mandados de prisão temporária e 4 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 24ª Vara da Justiça Federal. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Agrestina, Garanhuns e Brejão.

De acordo com a polícia, os recursos desviados seriam destinados à contratação de obras públicas (construção de unidades básicas de saúde) custeadas com recursos do Ministério da Saúde, por meio da realização de atos destinados à prévia escolha de determinada empresa “de fachada” pertencente a um dos integrantes do esquema. No entanto, essa firma não teria capacidade técnico-operacional para a realização, restando a execução das obras públicas a um terceiro grupo desqualificado, também integrante do esquema. 

O grupo também é investigado pela prática de atos de ocultação e dissimulação dos recursos envolvidos nas fraudes, segundo informações da PF.

Os investigadores começaram a apurar os fatos em novembro de 2018. Os crimes sob apuração são os de fraude à licitação, associação criminosa, falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 46 anos de reclusão, além do pagamento de multas. 

O operação que está sendo realizada conta com o efetivo de 48 policiais federais, além de servidores da CGU.

Em nota, a Controladoria-Geral da União informou que as empresas de fachada tinham contratos que superam o valor de R$ 1,8 milhão. "O valor do prejuízo aos cofres públicos será devidamente calculado no decorrer da apuração", pontuou. Ainda segundo a CGU, os suspeitos são investigados por atos de ocultação, bem como por dissimulação dos recursos envolvidos nas fraudes. 



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