retratação Ministro pede desculpas após falar que brasileiro vira 'canibal' ao viajar

Por: Philipe Santos - Correio Braziliense

Publicado em: 18/02/2019 11:24 Atualizado em:

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, usou as redes sociais para se desculpar. A manifestação ocorre quatro dias depois de a ministra do STF Rosa Weber dar 10 dias para que ele se explicar. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, usou as redes sociais para se desculpar. A manifestação ocorre quatro dias depois de a ministra do STF Rosa Weber dar 10 dias para que ele se explicar. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, pediu desculpas "a quem tiver se sentido ofendido" por ter afirmado que o brasileiro se transforma em um "canibal" quando viaja ao exterior. A manifestação ocorre quatro dias depois de a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber dar dez dias para que ele se explicasse.

Em entrevista à revista Veja, Rodríguez disse que, viajando, o brasileiro "rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola", afirmou, segundo a publicação.
 
De acordo com o ministro, a entrevista à revista Veja colocou as palavras dele fora de contexto. "Amo o Brasil e o nosso povo, de forma incondicional, desde a minha chegada aqui, em 1979, e, especialmente, desde a minha naturalização como brasileiro, em 1997", escreveu ele no Twitter, na manhã desta segunda-feira (18/2).  
 
Explicação facultativa 
Na decisão de Rosa Weber, a manifestação do ministro era facultativa. "Ante o exposto, determino a notificação do Ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez, para que responda, querendo, à presente interpelação no prazo de 10 (dez) dias", diz a ministra. 

A solicitação veio após uma interpelação judicial criminal protocolada na Corte pelo advogado Marcos Aldenir Ferreira Rivas. De acordo com Rivas, o ministro cometeu o crime de calúnia. Logo após a manifestação do ministro, o pedido de explicações será devolvido ao advogado, que poderá ou não oferecer uma queixa-crime posteriormente.

 


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