Transferência Lula fica em Curitiba até STF decidir sobre pena em segunda instância

Por: Estadão Conteúdo - Estadão Conteúdo

Publicado em: 16/02/2019 09:22 Atualizado em:

 

Alvo de pressões políticas, a decisão sobre a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da cela especial montada na sede da Polícia Federal em Curitiba só sai após decisão do Supremo Tribunal Federal, marcada para abril, sobre a execução da pena após condenação em segunda instância.

 

Apesar disso, autoridades envolvidas no caso já especulam sobre os possíveis destinos do ex-presidente. Uma das possibilidades é a federalização de uma área em um presídio estadual. Outra possibilidade é a remoção de Lula para uma sala de Estado-Maior em uma unidade militar, em São Paulo, próximo de seu domicílio, ou em Curitiba, no quartel do Exército, localizado no bairro Pinheirinho, área central da cidade. 

 

A transferência de Lula voltou ao debate político nos últimos dias, após a segunda condenação do ex-presidente na Operação Lava Jato, no caso do sítio de Atibaia (SP). Políticos da bancada anti-PT e aliados do governo Jair Bolsonaro (PSL) cobraram a remoção do petista, após a juíza Gabriela Hardt decretar mais 12 anos e 10 meses de prisão à sua pena que era de 12 anos e 1 mês. 

 

Nos dias que precederam a condenação circulou uma mensagem nos grupos de WhatsApp do PT dizendo que já havia uma cela reservada para o ex-presidente na Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. 

 

Isso fez acender a luz de alerta no partido. Em Pinhais, Lula seria submetido a um regime de preso comum, conviveria com outros detentos, não teria direito a visitas privadas, algo que não está previsto nas hipóteses estudadas até aqui.

 

Vários fatores além do julgamento no STF influirão nessa decisão, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo. A confirmação ou não da nova sentença pela segunda instância da Lava Jato, a identificação de um local com condições de segurança e estrutura para o regime especial que o petista tem direito e a vontade do próprio condenado devem ser considerados.

 

Aliados de Lula se recusam a comentar a possibilidade de transferência. "A única hipótese que avaliamos é a de Lula sair de Curitiba e voltar para casa, livre", disse o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. 

 

O ex-presidente já disse a mais de um visitante que não gostaria de sair da PF em Curitiba. Sua defesa já se manifestou em 2018 sobre o assunto: não quer sair de sua cela especial na PF. Mas, se tiver de ser removido, que seja para uma sala de Estado-Maior em unidade das Forças Armadas em São Paulo, perto de sua residência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 



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