governo bolsonaro Crise envolvendo Bebianno divide opiniões de Maia e Alcolumbre

Por: Rodolfo Costa - Correio Braziliense

Publicado em: 15/02/2019 12:20 Atualizado em:

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (D), e da Câmara, Rodrigo Maia (E). Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (D), e da Câmara, Rodrigo Maia (E). Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press
Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estão divididos sobre a crise do governo envolvendo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, suspeito de liberar verbas públicas para candidaturas laranjas quando ainda era presidente nacional do PSL. Para o deputado, a crise pode criar insegurança. Já o senador não tem o mesmo entendimento, e acredita que a crise do Planalto não atrapalha a reforma da Previdência.

O presidente do Senado não se aprofundou no tema. Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta sexta-feira (15/2), no Palácio da Alvorada, apenas avaliou à imprensa que a crise do governo não atrapalha as interlocuções pela aprovação da reforma da Previdência. Frisou, ainda, que a crise é do governo. “O governo tem que dar uma solução. O Senado nem deve interferir”, declarou. 

A análise do presidente da Câmara é diferente. Em entrevista à Globo News, nessa quinta-feira (14/2), Maia sugeriu que Bolsonaro está usando o filho Carlos Bolsonaro para pedir que Bebianno saia do governo. “E ele é presidente da República, não é? Não é mais um deputado. Se ele está com algum problema, tem que comandar a solução e não pode, do meu ponto de vista, misturar família com isso”, avaliou. 

O impasse pode, no entendimento de Maia, gerar uma sinalização política de insegurança para todos. O deputado tem interesses políticos na manutenção de Bebianno. Afinal, é o canal que tem de interlocução com o Planalto, tendo em vista as desavenças com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Mas uma possível demissão do chefe da Secretaria-Geral pode passar a imagem de um governo infiel com aliados, de alguém que não cumpre promessa, avaliam pessoas próximas de Maia.


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