congresso nacional FBC é cotado para assumir liderança do governo Bolsonaro no Senado Senador disse ao Diario que ainda não houve convite oficial, mas que bancada do MDB acenou positivamente após consulta do presidente do Senado

Por: José Matheus Santos

Publicado em: 07/02/2019 13:07 Atualizado em:

Fernando Bezerra Coelho é visto como bom articulador e com capacidade de liderar a base aliada do governo em votações importantes que estão por vir, como a da Reforma da Previdência (Foto: Wikimedia Commons / Senado Federal)
Fernando Bezerra Coelho é visto como bom articulador e com capacidade de liderar a base aliada do governo em votações importantes que estão por vir, como a da Reforma da Previdência (Foto: Wikimedia Commons / Senado Federal)
O senador pernambucano Fernando Bezerra Coelho (MDB) confirmou que está cotado para assumir a liderança do governo Bolsonaro no Senado. Segundo o parlamentar confirmou à reportagem, as articulações estão sendo intermediadas pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) e pelo líder do MDB, Eduardo Braga (AM). Após ser consultado, Braga conversou com a bancada emedebista no Senado, que não apresentou rejeição ao nome de FBC para ser líder governista. 

“Nas tratativas que ocorreram entre Davi (Alcolumbre) e (Eduardo) Braga [líder do MDB], o presidente do Senado colocou essa sugestão do MDB poder assumir a liderança do governo no Senado através do meu nome. Após isso, a bancada foi consultada e acenou positivamente. Não houve convite formal por parte do governo, mas está prevista uma reunião na segunda-feira”, declarou Fernando Bezerra Coelho à reportagem do Diario. Na próxima segunda-feira (11), haverá uma reunião entre FBC e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), na qual, poderá ser formalizado um convite ao senador. 

O martelo será batido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando da retirada de uma bolsa de colostomia. A previsão é de que Bolsonaro tenha alta na próxima semana, justamente quando o Congresso Nacional começará a funcionar com mais intensidade no ano legislativo. 

Nos bastidores do governo, Fernando é visto como bom articulador e com capacidade de liderar a base aliada do governo em votações importantes que estão por vir, como, por exemplo, a Reforma da Previdência e o Pacote Anticriminalidade, apresentado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, no início da semana. 

O movimento pró-FBC se trata, ainda, de uma tentativa do governo de aproximação com a bancada do MDB, a maior do Senado, com 13 parlamentares. O MDB teve candidato à Presidência do Senado, Renan Calheiros (AL), e saiu derrotado na disputa no plenário. Agora, a tentativa é de conter a ala mais ligada a Renan. Fernando Coelho, inclusive, foi um dos articuladores a favor da postulação do alagoano ao comando da Casa Alta do Legislativo. Os emedebistas ficaram contemplados apenas com a Terceira-Secretaria na eleição da Mesa Diretora por meio do senador Eduardo Gomes (TO). 

Caso seja confirmada a indicação para a liderança governista, Fernando Bezerra Coelho se consolidaria como principal interlocutor da bancada de Pernambuco com o Governo Federal. Atualmente, o PSB, do governador Paulo Câmara, faz oposição a Bolsonaro, e Fernando se tornaria um aliado de primeira hora da gestão Jair Bolsonaro. “Eu sempre trabalhei, desde o primeiro dia de mandato, na procura pelo bem do estado e de investimentos em prol do desenvolvimento”, disse Fernando, afirmando que a busca por recursos para o Estado continuará, independentemente de assumir a liderança. A respeito da relação com Paulo Câmara (PSB), o emedebista disse que será “cordial como vem acontecendo” e disse acreditar que o governador está ciente das necessidades de reformas, como a da Previdência. “Sempre foi uma relação em prol de Pernambuco com o governo (estadual)”, afirmou o senador. 

Caso se consolide na segunda-feira (11), não será a primeira vez que Fernando exercerá o cargo de líder do governo no Congresso Nacional. Ele foi líder do governo Michel Temer de (MDB) por quase seis meses, de agosto até dezembro, quando o ex-presidente deixou o Executivo.  


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