Justiça 'Querem que o Lula morra na cadeia', diz Lindbergh Farias depois de nova condenação

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 06/02/2019 17:08 Atualizado em:

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
O ex-senador Lindbergh Farias (PT-RJ) se pronunciou por meio de sua conta oficial no twitter, no fim da tarde desta quarta-feira (6), sobre a nova condenação de 12 anos e 11 meses para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo referente ao sítio Santa Bárbara, em Atibaia. Na rede social, o petista afirmou que Lula é "preso político" e que querem que ele ''morra na cadeia".

"É uma justiça partidarizada. Lula já estava condenado antecipadamente. Alguém tinha alguma dúvida que o desfecho era esse? Querem que o Lula morra na cadeia. Ele é muito perigoso porque representa e fala no coração do povo pobre desse país. O mundo inteiro sabe que Lula é um preso político", disse na publicação.





Ação
O petista foi sentenciado por supostamente receber R$ 1 milhão em propinas referentes às reformas do imóvel, que está em nome de Fernando Bittar, filho do amigo de Lula e ex-prefeito de Campinas, Jacó Bittar. Segundo a sentença, as obras foram custeadas pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin.

O sítio Santa Bárbara é pivô da terceira ação penal da Lava Jato no Paraná, contra o ex-presidente - além de sua segunda condenação. O petista ainda é acusado por corrupção e lavagem de dinheiro por supostas propinas da Odebrecht - um terreno que abrigaria o Instituto Lula e um apartamento vizinho ao que morava o ex-presidente em São Bernardo do Campo. O processo também já teve a entrega de alegações finais e aguarda sentença.

Prisão
O ex-presidente já cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão no caso triplex, em "sala especial", na sede da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, desde 7 abril de 2018, por ordem do então juiz federal Sérgio Moro.

Lula foi sentenciado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo suposta propina de R$ 2,2 milhões da OAS referente às reformas do imóvel.

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