alepe Assembleia corre risco de travar sem definição dos presidentes das comissões

Por: Cláudia Eloi - Diario de Pernambuco

Publicado em: 06/02/2019 10:09 Atualizado em: 06/02/2019 16:12

Casa de Joaquim Nabuco iniciou ano com desagio de conciliar suas lideranças. Foto: Jarbas Araujo/Alepe/Divulgacao
Casa de Joaquim Nabuco iniciou ano com desagio de conciliar suas lideranças. Foto: Jarbas Araujo/Alepe/Divulgacao
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Eriberto Medeiros (PP), e os líderes da oposição, Marco Aurélio (PRTB) e do governo, Isaltino Nascimento (PSB), estão correndo contra o tempo definir as presidências das 16 comissões permanentes e evitar que o Poder Legislativo fique travado. Sem essas indicações nenhum projeto pode tramitar na Casa, ser debatido ou colocado em votação.

Outro desafio do trio é definir, respeitando o critério da proporcionalidade dos partidos, os deputados que serão indicados para as presidências das comissões sem causar mal estar entre os que serão preteridos. Ontem à noite, Eriberto, Isaltino e Marco Aurélio se reuniram para tentar resolver o impasse. “Entendo que tem que resolver o mais rápido possível, senão a Casa fica travada e qualquer projeto enviado à Assembleia não pode tramitar”, informou o líder da oposição.

Se o critério da proporcionalidade for respeitado, o governo deve ficar com as 12 comissões, já que tem 38 governistas, e a oposição com quatro (formada por 10 parlamentares). A Comissão de Ética deve ser ocupada pelos parlamentares mais antigos da Casa.

Em reserva, um deputado da base governista revelou que o problema é fazer a partilha sem provocar insatisfação ou deixar mágoas. Dentre as comissões que estão “em pé de guerra”, a de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular, a de Agricultura e a de Negócios Municipais aparecem no topo das desavenças. O mandato Coletivo Juntas pleiteia a Comissão de Cidadania, acontece que a deputada Clarissa Tércio (PSC), integrante da bancada evangélica, também quer.

Na avaliação de uma fonte no Legislativo, a alternativa para resolver o impasse na Cidadania seria indicar uma terceira opção para a presidência, uma espécie de tértius, além de representante das Juntas e outro do segmento evangélico. “Na Legislatura passada essa comissão não avançou. O presidente era Edilson Silva, que tinha uma pauta de defesa das minorias, mas os demais titulares eram da bancada evangélica”, recordou.

Para a presidência da Comissão de Agricultura, estão no páreo o ex-presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de PE (Fetape), Doriel Barros (PT) e Roberta Arraes (PP). O PP também reivindica ainda as presidências das comissões de Finanças, a Negócios Municipais e a de Redação Final.


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